O BNDES expediu neste mês (agosto/18) o regulamento de financiamento especial para liquidação de dívidas rurais (custeio, investimentos e aquisição de insumos) contraídas até dezembro/2017.

O sistema financeiro tenta apenas socorrer os produtores e o agronegócio que sofrem grandes prejuízos nestes últimos anos por diversos fatores somatizados (crise financeira, grandes períodos de estiagem, pouca granulação de grãos, preços baixos do produto, alto custo de insumos, etc…).

A nova regra permite que bancos (públicos e particulares) e também fornecedores (máquinas, insumos) liquidem as dívidas com o refinanciamento ao custo de TLP+4,5% ao ano (1,5% de spread BNDES e 3% Bancos).

 

Na prática o custo efetivo será em torno de 12% ao ano, em princípio, alto para o setor.

 

No entanto pode representar a salvaguarda para alguns, pois tem como vantagem a carência de 36 meses e 144 meses para pagar (parcelas mensais, semestrais ou anuais, conforme a atividade).

 

Neste período o produtor poderá ter a chance de equalizar suas contas, alterar seus planos e custos e liquidar as operações, com um custo bem inferior aos créditos (comuns e comerciais) hoje disponíveis.

 

Foi disponibilizado até R$ 20 milhões por beneficiário (PF, PJ e cooperativas) e o total da verba é de R$ 5 bilhões.

 

O novo financiamento deverá ser requerido para quitar a operação anterior e podem ser feitas no mesmo banco ou distintos, sempre através de banco agente do BNDES.

 

Os bancos deverão garantir o cumprimento da regra, inclusive para casos em que existam ações judiciais.

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