Presídio Central é um dos exemplos de mau atendimento carcerário

Presídio Central é um dos exemplos de mau atendimento carcerário

CLAITON DORNELLES/JC

Os presídios gaúchos estão lotados, não comportam mais pessoas e, inclusive, os juízes, em determinados casos, não mandam mais prender acusados de crimes leves porque não há onde colocá-los. Especialistas dizem que esta é uma das muitas causas do aumento da criminalidade e da insegurança em Porto Alegre e no Estado. A solução, apontada por alguns, diante da falta de dinheiro do governo para construir e manter o sistema carcerário, é a privatização da administração dos presídios. Mas, aí, além da questão da segurança jurídica – a garantia de cumprimento dos contratos -, que tem barrado a maior parte das tentativas de parcerias público privadas no País, há muitos detalhes nos quais está difícil fazer acertos. O não menos importante deles é o custo do presidiário. Segundo o secretário estadual de Segurança, Wantuir Jacini – que admitiu, quinta-feira, que os estudos de privatização continuam -, um presidiário custa ao Estado R$ 1.800,00 por mês. Estudos mostram que, com a privatização, cada preso custará mensalmente, em média, R$ 4 mil, dinheiro que terá que ser repassado pelo Estado à empresa administradora. Quebrado como está, dificilmente o Estado assumirá tal compromisso.

Celulose

O mercado internacional está aumentando a demanda por celulose, o que beneficia os produtores gaúchos de madeira e a grande indústria de celulose instalada em Guaíba. As exportações brasileiras de celulose totalizaram 5,2 milhões de toneladas, alta de 17,7% nos primeiros cinco meses do ano, em relação ao mesmo período de 2015, quando foram exportadas 4,5 milhões de toneladas. De janeiro a maio de 2016, a produção de celulose atingiu 7,5 milhões de toneladas, alta de 10,4% sobre o volume do mesmo período de 2015, que foi de 6,8 milhões de toneladas. Os dados são da Indústria Brasileira de Árvores.

Preços

Quem vai diariamente a supermercados e lojas queixa-se que os preços voltaram a mudar dia sim, dia não, sempre para cima. Alguns, por causa do clima, mas a maioria pela inflação, que voltou a exercer força total sobre os produtos. “Muitos setores simplesmente elevam os preços pela inflação geral incorrida e divulgada mensalmente pelos institutos oficiais de pesquisa, como resultado da memória inflacionária que, por ora, tem contaminado o mercado”, explica o economista José Carlos Estefenon, diretor da Fiergs, presidente da Asbrasuco, Associação Brasileira das Indústrias de Sucos.

Demissões

Os bancos continuam liderando o processo de demissões no País. Nos primeiros cinco meses deste ano, demitiram quase 6 mil funcionários, mais que o dobro do mesmo período de 2015. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Indústria cresce

A receita líquida total dos fabricantes de bens de capital mecânicos do País totalizou R$ 5,5 bilhões em maio último, crescimento de 4,1% na comparação com abril. Mas, em relação a maio de 2015, houve queda de 28,8%. De janeiro a maio deste ano, totalizou
R$ 27,1 bilhões, queda de 30,7% frente a igual período de 2015. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), confirmando tendência de estabilidade.

Portos

Os portos brasileiros não melhoram devido à burocracia governamental e à insegurança jurídica para os investimentos. Dinheiro há. Investidores públicos e privados dispõem de R$ 34 bilhões para as melhorias, “mas esses recursos só serão aplicados se forem corrigidas as atuais mazelas e criada segurança jurídica”, segundo Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários.

Danilo Ucha

Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio

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