Daniel Acker / Bloomberg

Plantio de milho em Illinois, nos Estados Unidos: crescimento apontado pelo órgão americano surpreendeu os analistas

Divulgadas ontem, as novas estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as áreas plantadas de grãos naquele país na safra 2016/17, que já está em fase de semeadura, surpreenderam os analistas e provocaram fortes oscilações das cotações de soja e milho na bolsa de Chicago.

Segundo o USDA, a área de milho alcança 38,08 milhões de hectares, 7% mais que na temporada 2015/16 e terceira maior extensão de cultivo do cereal no país desde 1944. Antes do início da semeadura, o órgão previa 37,9 milhões de hectares, e os analistas esperavam que o relatório de ontem viesse com cerca de 37,6 milhões.

Parte desse aumento expressivo se deu em áreas destinadas à soja no ciclo passado. Para a oleaginosa, o USDA estima 33,9 milhões de hectares em 2016/17, 1% mais que em 2015/16. Antes de o plantio começar, o órgão americano projetou 33,3 milhões de hectares, e os analistas esperavam uma revisão para cerca de 33,9 milhões de hectares, tendo em vista que a remuneração da soja é atualmente mais vantajosa que a do milho.

Assim sendo, o resultado dessa equação composta por fatos e expectativas foi uma forte queda dos preços do milho e uma alta considerável das cotações da soja ontem em Chicago. Os contratos futuros de segunda posição de entrega do cereal (setembro) fecharam a US$ 3,6550 por bushel, em queda de 12,25 centavos de dólar (3,2%). Já os papéis de segunda posição da oleaginosa (agosto) subiram 33,75 centavos de dólar (3%) e encerraram o pregão negociados a US$ 11,7425 por bushel.

O USDA informou, ainda, que a área total de trigo dos EUA cairá 7%, para 20,6 milhões de hectares, e que a de algodão aumentou 17%.

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

Fonte : Valor

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