Em amplo estudo com projeções de longo prazo divulgado ontem, a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) confirmaram um cenário de desaceleração da demanda e da oferta globais por produtos agropecuários na próxima década, projetaram uma relativa estabilização das cotações internacionais das commodities agrícolas no período – como antecipou ontem o Valor -, e voltaram a estimar que, nesse contexto, o Brasil tende a ganhar ainda mais participação em alguns de seus principais mercados.

No caso da soja, que lidera a produção brasileira de grãos e é um dos itens mais importantes na pauta de exportação do país, FAO e OCDE preveem que a produção nacional deverá alcançar 135,5 milhões de toneladas em 2025, ante um cálculo para 2016 que indica a colheita de 100,2 milhões – esse volume não foi de fato alcançado, por conta de adversidades climáticas, e está previsto pela Conab em 95,6 milhões. No caso do milho, FAO e OCDE partem de uma base de 83,1 milhões de toneladas neste ano (serão 76,2 milhões, conforme a Conab) e projetam 101,2 milhões de toneladas em 2025.

Entre os produtos de origem animal, os destaques são os previstos aumentos das produções brasileiras de carne bovina – de 9,6 milhões, em 2016, para 11 milhões em 2025 – e de carne de frango (de 13,8 milhões para 16,8 milhões de toneladas) e também de leite (de 31,9 milhões para 39,1 milhões de toneladas).

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo

Fonte : Valor

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