Ministro quer que segmento produtivo reforce busca por mercados externos para balizar preços e ter maior previsibilidade

 

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta quinta-feira, dia 7, que os diversos setores do agronegócio brasileiro devem procurar se internacionalizar. Ele afirmou que a busca de novos mercados é uma prioridade de sua gestão, ao lado do diálogo e da desburocratização. Pela primeira vez desde que assumiu o cargo, o ministro se reuniu com presidentes câmaras setoriais e temáticas.

De acordo com nota do site do ministério, Maggi citou os laticínios, “que sofrem variações muito bruscas de preços”, como exemplo de indústria que deve investir em negócios fora do Brasil. “Neste caso, ganhar mercados externos baliza melhor os preços e assim conseguimos uma previsibilidade maior”, disse durante o encontro com cerca de 20 representantes de câmaras.

“A orientação, daqui pra frente, é buscar soluções para tudo que chegar por meio das câmaras. Com muita transparência, a ordem é: se pode atender, vamos atender. Do contrário, vamos responder que não podemos atender”, afirmou o ministro, de acordo com a nota.

Feijão

“Todas as demandas apresentadas na reunião são conhecidas e vamos buscar resolver. Mas eu estou exortando as câmaras também para olharmos para o futuro”, ressaltou Maggi. “Os setores são fortes e eficientes. Precisam mostrar a cara e sair junto com o ministro e as outras instituições do setor para conquistar o mercado internacional e buscar soluções.”

Um das questões levantadas na reunião foi o abastecimento de feijão no mercado nacional, o que tem provocado impacto nos preços do produto. “O governo fez o que deveria fazer, abrir o mercado. Com a previsão de entrada de feijão do exterior, o preço começa a ceder também”, disse Maggi.
Exportação para os EUA

O ministro disse que irá a Washington no próximo mês, para assinar um acordo que permitirá ao Brasil exportar carnes in natura para os Estados Unidos. Segundo o ministério, Maggi afirmou, no entanto, que acordos de exportação abrem uma via de mão dupla. “Estamos abrindo para ir para lá e para eles viram para cá. Assim, haverá concorrência em algumas peças e os preços podem cair aqui.”

Antônio Araújo/Mapa

Fonte: Canal Rural

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