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    Caberá à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) a tarefa de contrapor os argumentos das ações movidas por criadores em Uruguaiana e Alegrete, que resultaram em liminares para suspensão do sacrifício de dois equinos com diagnóstico positivo para mormo. A Secretaria da Agricultura já concluiu nota técnica. Por enquanto, segue valendo a determinação para que os animais não sejam abatidos.
    Ontem, entidades como o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) participaram de reunião na secretaria.
    – Foi um encontro para a troca de ideias – diz Fernando Groff, diretor do Departamento de Defesa Agropecuária.
    O Estado tem 13 animais com casos confirmados em oito municípios. Ontem, exemplar com diagnóstico positivo foi sacrificado em Nova Ramada.
    A título de curiosidade: no último foco de febre aftosa no Estado, registrado em 2001, criadores em Alegrete também foram à Justiça para tentar impedir o sacrifício de animais. EM SUSPENSO

  • A NOVA CLASSE MÉDIA DO LEITE

    Para o consumidor, o programa Leite Saudável, lançado em Brasília com a previsão de investimentos de R$ 387 milhões em cinco Estados brasileiros, representa mais uma ação para garantir a qualidade. Para o produtor, é a chance de buscar qualificação, ampliando produção e renda. E para o governo federal, é a oportunidade de dar um passo à frente na meta de ampliar a classe média rural. Desde que assumiu o comando do Ministério da Agricultura, Kátia Abreu tem batido nesta tecla. Não por acaso o foco do projeto é quem tem produção diária de 50 a 200 litros de leite.
    – No meio urbano, 56% da população é da classe média. No meio rural, apenas 12% – reforça Caio Rocha, coordenador do programa e secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura.
    Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina serão contemplados com recursos para treinamentos e assistência técnica. Segundo maior produtor nacional, o RS terá fatia de R$ 80 milhões para 132 municípios no Norte e Noroeste. Ao todo, 18 mil propriedades deverão ser atendidas. O objetivo é ampliar a média diária, – hoje 10,6 litros no Estado.
    Conforme Rocha, ações de assistência técnica e treinamento – em parceria com Sebrae e Senar – começarão a ser desenvolvidas a partir do dia 15. O pacote inclui ainda inseminação de animais.
    Apesar de oficialmente atendidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, pequenos produtores estão tecnicamente aptos a participar da seleção para o programa. Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), Cleonice Back afirma que incentivos para ampliar qualidade e volume são importantes, já que “agricultores com menos de cem litros por dia estão sendo excluídos”:
    – Mas é preciso ir além disso. Uma das nossas propostas é a de que freteiros sejam remunerados por quilômetro-rodado e não pelo volume entregue.

  • CRUZAMENTO DE DADOS

    Com itens sobre rebanho bovino, preços de mercado e indústria da carne, a Embrapa Pecuária Sul e o Nespro/UFRGS poderão cruzar informações com bases georrenferenciadas do uso do solo em diferentes regiões do Estado. A partir do Observatório da Bovinocultura de Corte do Sul do Brasil, lançado na 10ª Jornada Nespro, as instituições querem aprofundar a radiografia do setor.
    – O levantamento inicial nos mostrou que houve intensificação da pecuária nos últimos cinco anos, com crescimento de 6,7% do rebanho, especialmente em regiões onde há integração com lavouras – observa Alexandre Costa Varella, chefe da Embrapa Pecuária Sul.
    O informativo revela que, nas áreas de campo onde a produção de soja passou a ser implantada nos últimos anos, a estrutura do rebanho não foi alterada.

  • NO RADAR

    SEM PRESSA para avaliar. O projeto do Executivo que reduz em 30% o percentual de apropriação do crédito presumido voltará à pauta da Assembleia, sem regime de urgência. Indústrias de leite e carne devem seguir na pressão.
    O texto está agora à espera de parecer do deputado Elton Weber (PSB), que promete debater o tema com o setor.

  • LISTA AGORA COMPLETA

    Ferramenta de informação, o Programa Segurança Alimentar acaba de ganhar reforço que se converterá em benefício ao consumidor. Com a adesão da superintendência estadual do Ministério da Agricultura e da Procuradoria Regional da República, a divulgação no site do Procon de indústrias com condenação administrativa por inconformidades em alimentos será ampliada. É que até então, as empresas com fiscalização federal não podiam ter os nomes divulgados – a superintendência da Agricultura não fazia parte do projeto.
    – Teremos uma lista mais completa, para que os consumidores tenham acesso à informação que desejam – avalia a promotora Caroline Vaz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica e do Ministério Público Estadual.
    A previsão é de que a nova relação esteja disponível no site procon.rs.gov.br até o mês de novembro.
    Colaborou
    Joana Colussi

    Fonte : Zero Hora

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