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    A paralisação dos fiscais federais agropecuários completa hoje duas semanas. À medida que o tempo passa, cresce o número de empresas, sobretudo de proteína animal, que têm recorrido à Justiça em busca de liminares que garantam o embarque da produção. A carga tem ficado parada nas fronteiras e portos, e a capacidade de estocagem nas fábricas também está no limite.
    – Estamos em uma situação bem desconfortável. Perdeu-se o ritmo dos embarques. O certo é que já temos prejuízos com logística contratada e não utilizada de caminhões e navios – afirma Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado.
    Hoje, em nova reunião, comissão – criada pela Frente Parlamentar da Agropecuária para intermediar as negociações com governo – e fiscais devem se reunir com Sérgio Mendonça, secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério do Planejamento.
    – Queremos ver se resolvemos esse assunto amanhã (hoje). O Rio Grande do Sul é o Estado que estaria tendo os maiores prejuízos – afirma o deputado Luis Carlos Heinze (PP), que é da comissão.
    Ontem, o Superior Tribunal de Justiça atendeu a pedido do Ministério da Agricultura e concedeu liminar que determina percentual mínimo de 30% da atividade dos fiscais.
    – Para nós, não muda nada. Esse percentual já está sendo praticado – garante Consuelo Paixão Côrtes, delegada sindical no RS do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários.
    Entre os pedidos da categoria, estão o reajuste salarial e a implantação da meritocracia.

  • NÚMEROS APETITOSOS

    O interesse crescente dos consumidores na produção de alimentos orgânicos faz com que as projeções para o setor sejam animadoras. Números do Ministério da Agricultura indicam que o mercado nacional irá crescer até 30% em 2016, chegando a R$ 2,5 bilhões – no ano passado, foram R$ 2 bilhões em negócios.
    Entre as barreiras a serem vencidas na produção, Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, cita a necessidade de crédito diferenciado, além de tecnologia, assistência técnica e infraestrutura adequadas à produção.
    – É perceptível o crescimento do interesse pelo produto. Qualificar a produção para atender ao aumento da demanda é um desafio – completa Ari Uriartt, assistente técnico estadual da Emater de orgânicos.
    O Rio Grande do Sul lidera o cadastro nacional de produtores orgânicos do ministério, com 1.554 agricultores, seguido de perto por São Paulo, com 1.438, e Paraná, com 1.414. No país, são 11. 084 produtores registrados.
    A área cultivada com produção orgânica soma 950 mil hectares. Além de atender o mercado interno, o Brasil também exporta, para mais de 76 países, com açúcar, mel, oleaginosas, frutas e castanhas como principais itens.

  • NO RADAR

    A AVALIAÇÃO ainda precisa passar pelo crivo do Senado. Ontem, a Câmara aprovou emenda à medida provisória 685, retomando o direito do seguro-desemprego para o trabalhador rural. O texto para recuperar o direito atende a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

  • NOVOS CORTES NA EMATER

    Depois de duas etapas de um programa de desligamento incentivado e ainda com ajustes a fazer nas contas para se adequar ao corte de orçamento determinado pelo governo estadual, a Emater comunicou ontem a demissão de 64 funcionários. Com isso, foram enxugadas, até o momento, 214 vagas.
    O reflexo, segundo a diretoria da entidade, será uma economia de R$ 22,5 milhões por ano na folha de pagamento.
    – Seguimos apertando as contas. Outros R$ 5 milhões serão economizados só com o fim da prática de compra de dias de férias – diz Clair Kuhn, presidente da Emater.
    O dirigente nega que exista um ponto de corte de funcionários na entidade, que agora tem um total de 2.340 pessoas. Ele também afirma que 75% dos 214 desligados eram aposentados.
    Embora as dispensas anunciadas não sejam uma surpresa completa – a direção já falava nisso –, a nova leva preocupa o Semapi, sindicato que atende aos servidores.
    – Esperamos que a sangria pare por aqui. Estamos buscando ampliar o orçamento da Emater para o ano que vem. Se mantidos os valores, vão ocorrer mais demissões – alerta Juliano Porsch, da diretoria colegiada do Semapi.

  • PISTA PARA FAZER MÉDIA

    A temporada de remates da primavera segue com bons resultados em pista. Ontem, a BT Basca, de Uruguaiana, somou R$ 1,07 milhão com a venda de 192 animais – 98 fêmeas e 94 touros, resultado 20,9% maior do que o de 2014. A média geral foi de R$ 5,45 mil. Nos touros, a maior foi da raça braford: R$ 9,55 mil.
    Hoje, o calendário segue na Campanha e Fronteira. Em Dom Pedrito, Guatambu, Alvorada e Caty ofertam 570 animais – 200 touros e 370 novilhas das raças hereford e braford. No ano passado, o leilão teve o terceiro maior faturamento da temporada, R$ 2,92 milhões.
    Em Uruguaiana, a Anjo da Guarda, que neste ano levou para casa o título de campeão sênior e grande campeão da raça braford na Expointer, tem remate no parque do sindicato rural, com 50 touros e cem ventres das raças hereford e braford.

  • Fonte : Zero Hora

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