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    Responsáveis por 70% da safra nacional de arroz, os produtores gaúchos garantem que não irá faltar produto para abastecer o mercado brasileiro ao contrário do alerta feito pelas indústrias. Segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), a produção está sendo ofertada no fluxo necessário para atender à demanda dos engenhos.
    – As principais indústrias do setor estão bem abastecidas. Não existe nenhuma necessidade de intervenção do governo para garantir o produto – garante Henrique Dornelles, presidente da entidade.
    Levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), com base em informações de beneficiamento e comercialização de arroz em casca para fora do Rio Grande do Sul, mostra que o volume vendido de março a junho é o maior dos últimos quatro anos – 2,57 milhões de toneladas (veja abaixo).
    – Nesse quadrimestre, inclusive, a quantidade de produto vendida pelo Estado é 115 mil toneladas superior ao volume médio comercializado nos sete anos anteriores – destaca Tiago Barata, diretor comercial do Irga.
    O volume vendido até agora representa 34% da safra colhida no Rio Grande do Sul, em torno de 7,3 milhões de toneladas – 16% inferior ao ano passado por conta de perdas climáticas. Mesmo assim, há ainda 4,8 milhões de toneladas para serem colocadas no mercado, sem contar a produção de outros Estados brasileiros e estoques de safras passadas. Segundo o presidente da Federarroz, os problemas de abastecimento alegados pelas indústrias são pontuais, devido à maior seletividade dos produtores na hora de vender.
    – Existem grupos que entraram em recuperação judicial, por exemplo, e é natural que o produtor não queira entregar sua produção a eles, por falta de confiança – exemplifica Dornelles.
    Com o preço da saca beirando os R$ 50, os arrozeiros estão sendo estimulados a vender a produção estocada – já que parte da safra foi negociada quando a saca estava em R$ 40, abaixo do custo médio de produção, de R$ 47.
    – O produtor ainda está enfraquecido de períodos em que o preço de mercado não cobria nem os custos. A melhor forma de garantir o abastecimento é fazer a cultura ser rentável ao produtor – resume Barata.

  • NOVO TESTE PARA MORMO

    Alvo de controvérsias entre especialistas e criadores de cavalos, o teste da maleína para confirmação do mormo não será mais usado pelo serviço veterinário oficial do Rio Grande do Sul. O exame, aplicado a campo por meio de substância injetada no olho do animal, será substituído pelo modelo de western blotting, um diagnóstico laboratorial.
    – A nova orientação é de que os dois testes, tanto o inicial de fixação de complemento e o de confirmação, sejam feitos em laboratório, por meio de análise de amostra de sangue – explica Bernardo Todeschini, chefe do Serviço de Saúde Animal da Superintendência do Ministério da Agricultura no Estado.
    Reconhecido de forma internacional, assim como a maleína, o western blotting tem a vantagem de ser mais controlável, já que é realizado em ambiente fechado – e não a campo. Outra diferença, explica Todeschini, é o bem-estar animal e a maior rapidez pela possibilidade dos dois testes serem feitos com a mesma amostra de sangue.
    No último ano, desde a confirmação do primeiro caso de mormo no Estado, a desconfiança quanto à eficácia da maleína levou 15 proprietários de cavalos a ingressar na Justiça para evitar o sacrifício dos animais.
    – Vamos buscar orientação com o Ministério da Agricultura de como proceder nesses casos – explica Ernani Polo, secretário da Agricultura.

  • FAO PROJETA 10 ANOS

    O Brasil será o maior produtor de soja do mundo nos próximos 10 anos e irá superar os EUA, chegando a 135 milhões de toneladas produzidas. Mas os exportadores nacionais não devem esperar por mais uma era de preços elevados de commodities.
    A constatação faz parte do informe sobre o futuro da agricultura mundial até 2025 produzido pela FAO. A projeção aponta para a ocupação de 42 milhões de hectares de terras extras no mundo para a produção agrícola. E isso ocorrerá em grande parte por conta da expansão de novas fronteiras agrícolas no Brasil e na Argentina.

  • O MINISTÉRIO PÚBLICO APRESENTOU DENÚNCIA À JUSTIÇA DE LAJEADO CONTRA OITO PESSOAS PELA VENDA DE ÁGUA MINERAL DA MARCA DO CAMPO COM PARTÍCULAS DE SUJEIRA.

  • NO RADAR

    Comitiva gaúcha de deputados e representantes da agricultura familiar saiu esperançosa de audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em Brasília. Segundo o ministro, o Planalto quer recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), extinto em maio. A medida, porém, depende da permanência do governo interino em definitivo.

  • PARA COMBATER A FERRUGEM ASIÁTICA

    Com três ingredientes ativos, um produto químico lançado pela Basf promete aumentar a eficiência no combate à ferrugem asiática – uma das principais pragas das lavouras de soja brasileira. O fungicida Ativum chegará ao mercado já para a próxima safra.
    – O produto tem uma mistura tripla que atuará em diferentes modos de ação, dificultando a resistência dos fungos que atacam a soja – explica Rafael Marcon, gerente de marketing território sul da Basf.
    Segundo a multinacional, em áreas demonstrativas, incluindo o Rio Grande do Sul, o uso do fungicida resultou em produtividade média de 61 sacas por hectare – três sacas a mais do que em áreas onde o produto não foi utilizado.

  • Fiscais agropecuários brasileiros estão nos Estados Unidos para viabilizar o acordo de compra e venda de carne bovina in natura entre os dois países. Os técnicos irão avaliar o sistema de inspeção sanitária americano, com auditoria no Food Safety and Inspection Service, em Washington. Eles irão também visitar frigoríficos no Texas, Iowa, Nebraska e Califórnia.

  • Fonte : Zero Hora

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