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    Determinada a reassumir a presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu terá de enfrentar a rejeição de quase todas as federações do país exceto a do Tocantins, seu Estado de origem. Liberada pela Comissão de Ética da Presidência da República da quarentena, período de seis meses imposto a ex-autoridades para ocuparem outros cargos, a senadora do PMDB quer apressar o seu retorno. A tentativa, porém, deverá ser barrada por representantes do agronegócio que não querem Kátia no comando da entidade novamente:
    – Até agora, ela não se manifestou formalmente à CNA. Mas o setor não quer ela de volta, esse processo não será pacífico – garante Carlos Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
    O descontentamento de 26 das 27 federações de agricultura do país se deve ao fato de Kátia ter decidido permanecer no governo de Dilma Rousseff, mesmo após a CNA e praticamente todas as grandes entidades representativas do setor terem se posicionado publicamente a favor do impeachment da presidente afastada. A atitude da senadora provocou revolta entre os dirigentes da entidade.
    Reeleita presidente da CNA pela terceira vez em 2014, para mandato que terminará em dezembro de 2017, Kátia está licenciada desde janeiro de 2015 – quando assumiu a pasta na Esplanada dos Ministérios. Desde então, seu vice, João Martins, assumiu a presidência da entidade. Recentemente, ele chegou a declarar que a ex-ministra “traiu a classe” e que não havia clima para ela voltar.
    O estatuto da CNA, porém, é vago sobre essa possível volta – abrindo espaço para um retorno imediato. A maneira de barrar seria o conselho da CNA pedir o afastamento de Kátia, em assembleia extraordinária.
    – Vamos trabalhar para que ela não reassuma o cargo – garante Sperotto.

  • TECNOLOGIA ALEMÃ NO LEITE

    Testado no campo pela Cooperativa Piá, um sistema alemão de coleta automatizada de leite é uma das principais atrações do Rural Show 2016, inciado ontem em Nova Petrópolis. O equipamento, acoplado entre a cabine e o tanque do caminhão, faz a captação do produto, das amostras individuais e, ainda, registra as informações de origem. A tecnologia é capaz de coletar 72 amostras e também reconhecer o produtor por GPS.
    – O sistema informatizado pode ser um ponto de partida para modernizarmos o processo de coleta atual – explica Gilberto Kny, presidente da Cooperativa Piá, organizadora do evento ao lado da Emater e da prefeitura de Nova Petrópolis.
    O equipamento, importado da Alemanha por 50 mil euros, gerencia também a distribuição do leite nos compartimentos do veículo. No final do processo na propriedade, emite um ticket com as informações da coleta.
    Até domingo, mais de 60 mil pessoas deverão visitar o Rural Show, feira voltada à agricultura familiar e ao cooperativismo. Com 180 expositores, dos quais 45 agroindústrias, a feira tem também exposição de máquinas agrícolas e de bovinos de leite das raças holandesa e jersey.
    – O evento é um espaço para integrar organizações e apresentar novas tecnologias para os produtores aumentarem a eficiência das propriedades – resume Kny.

  • REDUÇÃO MENOR NA ÁREA DE TRIGO

    A expectativa de recuo na diminuição da área de trigo no Rio Grande do Sul, após a alta de preço do produto, foi confirmada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No levantamento de junho, divulgado ontem, a redução estimada é de 9,8%, totalizando 776 mil hectares cultivados. No mês anterior, a previsão era de um recuo de 11,2% da área. No começo da safra, previsões indicavam diminuição de até 15%.
    – E como o plantio ainda não acabou, a tendência é de que o percentual fique ainda menor – explica Glauto Melo Lisboa Junior, superintendente da Conab no Estado.
    Os produtores foram motivados pela previsão de tempo seco no inverno e na primavera e pela valorização do cereal nos últimos meses.
    – A alta dos preços da soja e do milho, usados na ração, beneficiou o trigo, que também passou a ser demandado para alimentação animal. Houve uma corrida dos produtores atrás de semente nas últimas semanas – destaca o agrônomo Alencar Rugeri, técnico de culturas agrícolas da Emater.

  • ETAPA PAULISTA

    Criadores de cavalos crioulos de Mato Grosso, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul irão participar da classificatória ao Freio de Ouro neste fim de semana, em Itu (SP). Mais de 50 conjuntos irão disputar oito vagas à grande final, que ocorre em agosto, durante a Expointer.

  • SAFRA MENOR NO BRASIL

    A redução de 8,4% na safra brasileira de grãos no ciclo 2015/2016, segundo o IBGE, deve-se à falta de chuva no Centro-Oeste e nos Estados que formam o Matopiba – resultado do fenômeno El Niño. O clima no cerrado prejudicou em maior proporção as lavouras de milho, especialmente a safrinha – plantada após a colheita da soja.
    No Rio Grande do Sul, o efeito do fenômeno foi o contrário: excesso de chuva. Embora tenha causado perdas na lavoura de arroz, o clima afetou menos a safra gaúcha, na comparação com a nacional. Exceto o arroz, todas as culturas tiveram aumento de produtividade.

  • A área plantada com trigo praticamente não avançou nesta semana, por conta da falta de chuva. Até agora, o percentual cultivado no Rio Grande do Sul é de 75% segundo a Emater. No ano passado, o plantio chegava a 84% da área nesse mesmo período.

  • O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO ARQUIVOU O PEDIDO FEITO PELO INSTITUTO GAÚCHO DO LEITE (IGL) PARA APURAR POSSÍVEL OMISSÃO DO SECRETÁRIO DA AGRICULTURA, ERNANI POLO, NA REGULARIZAÇÃO DA ARRECADAÇÃO DO FUNDOLEITE. O ÓRGÃO ENTENDEU QUE NÃO HAVIA MOTIVOS PARA INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO.

  • Fonte : Zero Hora

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