• Redução de 65% nos subsídios aumentará sensação de insegurança do produtor

    Joana Colussi: garantia de preço ameaçada, risco maior Joana Colussi/Zero Hora

    Com menos recursos para leilões e aquisições públicas de produtos agrícolas no próximo ano, devido ao corte de R$ 1,1 bilhão no orçamento federal, os agricultores não poderão contar com a ajuda do governo para sustentação de preços em períodos de crise. A reduçao de 65% nos subsídios destinado ao Programa de Garantia do Preço Mínimo (PGPM), ficando com apenasR$ 600 milhões, aumentará a sensação de insegurança do produtor especialmente em relação às culturas impactadas pelas oscilações do mercado interno.
    Produtos como arroz, feijão, trigo e milho estão entre os que mais demandam intervenção para regulação do mercado. Por ora, enquanto os preços estão valorizados, até mesmo acima dos valores mínimos estabelecidos pelo governo, o corte não será sentido.
    – Agora as cotações estão em alta. Mas não sabemos o que irá acontecer no próximo ano. Essa medida traz uma ameaça ao produtor – confirma Flávio Roberto de França Junior, consultor de agronegócio.
    Normalmente, a intervenção do governo se dá quando os preços de grãos, frutas e outros produtos caem significativamente, geralmente quando há excesso de oferta. Dessa forma, garante-se valores suficientes para ao menos cobrir os custos de produção. Isso na teoria. Na prática, produtores reclamam que os preços mínimos estão bem abaixo do desembolso real nas lavouras.
    – Os preços mínimos não têm acompanhado valores de mercado – reclama Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    Outro receio é de que o freio nas contas públicas resulte em reajustes dos preços mínimos ainda menores na próxima safra.
    – Esse corte siginifica colocar a atividade ainda mais em xeque. Algo que já era pouco, passou a ser quase nada – critica Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz-RS).
    O tema deverá ser levado à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
    – A medida vai acabar gerando excedentes internos de produção e redução do preço pago ao produtor – avalia o coordenador institucional da FPA, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

  • NO RADAR

    O FÓRUM De onde virão os terneiros? ocorre hoje e amanhã no Sindicato Rural de Bagé, com palestras e visitas a campo. Destaque para o painel com o veterinário Martin Correa Luna, do Instituto Nacional de Tecnologia da Argentina.

  • PRESSÃO REFORÇADA

    No dia em que os servidores estaduais bloquearam todas as entradas da Assembleia Legislativa para impedir a votação de projetos polêmicos encaminhados pelo governo Sartori, os fiscais estaduais agropecuários decidiram paralisar as atividades três dias – a cada novo parcelamento de salários. A medida já tinha sido tomada durante a Expointer, quando a categoria manteve 30% do quadro para evitar prejuízos ao bem-estar animal.
    – Queremos que o governador preste atenção no que representa a nossa atividade para o setor que vem segurando a economia gaúcha – disse o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro-RS), Antonio Augusto Medeiros (na foto à direita, de frente).
    Com a paralisação prevista, a partir do dia 30, ficarão prejudicadas a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) nas inspetorias veterinárias dos municípios, além dos abates em frigoríficos. O maior impacto se dará na indústria de bovinos, já que 50% das inspeções dos 4 mil abates diários são feitas pelos servidores estaduais. Integrada ao Movimento Unificado, a categoria esteve mobilizada ontem na Praça da Matriz com demais servidores públicos – contrários a votação de projetos como a criação do regime de previdência complementar e a extinção de fundações do Estado.

  • LEITE, NO DIA DO LEITE

    Para marcar o Dia Estadual do Leite, comemorado hoje, o Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) doará 25 mil litros do produto a hospitais e instituições assistenciais do Rio Grande do Sul. As entidades beneficiadas serão o Hospital Centenário, de São Leopoldo, e o Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), no noroeste gaúcho. Cada instituição receberá mil litros por mês no período de um ano. O Instituto do Câncer Infantil de Porto Alegre receberá 500 litros, assim como a Fundação de Proteção Especial (FPE).
    Os preços pagos aos produtores gaúchos subiram
    4,45%
    em agosto. Este é o segundo mês consecutivo com resultado positivo, conforme dados divulgados pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul.

  • MAIS ARROZ NO EXTERIOR

    Após aumentar em 55% as exportações de arroz em 2014, na comparação com o ano anterior, o programa Brazilian Rice terá novo convênio para o período 2015/2017. A etapa contará com recursos de quase R$ 2 milhões, dos quais 68% oriundos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e 32% da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz). O convênio, com valor 26% superior ao anterior, será apresentado em Porto Alegre no próximo dia 23.
    Gerente do Brazilian Rice, André Anele destaca que as ações do convênio nesta nova etapa serão focadas na consolidação das exportações de arroz, incluindo também derivados como óleos, farinha, bolachas e massas. As 30 empresas brasileiras que integram o projeto exportam hoje para 42 destinos diferentes.

  • Fonte : Zero Hora

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