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    A queda na oferta de leite no mercado gaúcho, por conta de problemas climáticos e da alta dos custos de produção, fez com que o preço do litro do produto fosse reajustado mês a mês desde o começo do ano. De janeiro a junho, a alta nominal do valor de referência pago no campo chega a 32%. Somente neste mês, o aumento esperado em relação à maio é de 8,7% elevando o preço do litro para R$ 1,1255 (veja abaixo).
    – O clima prejudicou o desenvolvimento das pastagens de inverno. Para completar, a alimentação suplementar com ração ficou muito mais cara – explica Jorge Rodrigues, presidente do Conselho Estadual do Leite (Conseleite-RS), que divulgou ontem a estimativa para o valor referência pago ao produtor em junho.
    A valorização do milho e do farelo de soja, ambos usados na ração do rebanho leiteiro, acabou desestimulando investimento dos pecuaristas na alimentação dos animais – o que resultou diretamente em uma menor produtividade. Em algumas propriedades, houve inclusive redução no plantel. Também contribuíram para a menor oferta as temperaturas baixas.
    – Com esse frio intenso, aumentou o consumo de leite – destaca Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS).
    A entidade estima redução de 6% no volume recebido pelas indústrias, na comparação com igual período de 2015. Segundo Guerra, o reajuste no preço do leite tem sido repassado ao consumidor de forma gradual nos últimos meses.
    Tendo como base o cenário atual, ninguém arrisca afirmar que a alta já está batendo no teto. Ou seja, o aumento visto até agora pode não parar por aqui.

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    COLHEITA GARANTIDA
    Enquanto o trigo encolherá na safra de inverno no Rio Grande do Sul, a cevada ocupará uma área quase 15% maior – chegando a 40,5 mil hectares. O percentual é o dobro da média registrada nos últimos anos, segundo a Emater. O aumento é justificado pela liquidez e expectativa de boa produtividade.
    – Em ano de clima favorável, a cevada costuma ter rendimento de 5% a 10% superior ao trigo, preço de referência da cultura – exemplifica o gerente regional adjunto da Emater em Passo Fundo, Claudio Doro, acrescentando que mais de 90% da área já foi semeada.
    O estímulo para o plantio do cereal vem também da garantia de venda, já que 100% da produção é comprada pela Ambev Passo Fundo. A fabricante de cerveja, que usa a cevada para produção de malte, fomenta as lavouras na região e garante a compra de toda a safra – até mesmo os grãos com qualidade insuficiente para ser transformados em malte.
    A previsão da Ambev para a safra deste ano é de receber 150 mil toneladas de 2 mil produtores gaúchos parceiros que recebem assistência técnica da empresa.

  • RURAL SHOW QUER ATRAIR 60 MIL

    Voltado a pequenos e médios produtores, o Rural Show 2016 estima atrair mais de 60 mil pessoas a Nova Petrópolis, de 7 a 10 de julho. Durante quatro dias, serão apresentadas tecnologias para produções familiares, com destaque a horticultura, fruticultura e gado de leite. Na programação, estão também exposições, palestras, concurso de novilhas das raças jersey e holandesa e atrações artísticas. A feira é promovida por Cooperativa Piá, Emater e Prefeitura de Nova Petrópolis.

  • GENÉTICA PARA ETIÓPIA

    O Brasil já pode exportar material genético bovino (sêmen e embriões) para a Etiópia. Segundo o Ministério da Agricultura, o serviço veterinário do país aprovou o certificado sanitário do Brasil para a exportação. Em cinco anos, o país africano pretende dobrar a produção de leite e aumentar em 50% a produção de carne bovina. O rebanho da Etiópia soma 52 milhões de cabeças.

  • Fonte : Zero Hora

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