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    Principal operador de crédito agrícola do país, com 61% de participação, o Banco do Brasil (BB) aumentou em quase 10% o volume de recursos destinados ao Plano Safra 2016/2017 no Rio Grande do Sul na comparação com o ano passado. Do volume de recursos anunciados pela instituição financeira para todo o país, R$ 12,2 bilhões são destinados ao Estado. O montante representa 13,4% do total de R$ 91 bilhões oferecidos para financiamentos de custeio, comercialização e investimento de produtores e cooperativas.
    A aposta no cliente do agronegócio é justificada pelo crescimento da agricultura nos últimos anos e pela baixa inadimplência do setor.
    – São os melhores pagadores entre todas as carteiras. A inadimplência é de apenas 1% – detalhou Edson Bündchen, superintendente estadual do BB.
    Do total disponibilizado pela instituição no Plano Safra para o Estado, R$ 10,5 bilhões são para financiamento e R$ 1,7 bilhão para investimento – que teve acréscimo de 40% nos recursos na comparação com o ano passado.
    – Estamos num momento de transição, de retomada dos investimentos. E já notamos procura maior por essas operações – avaliou Bündchen.
    As boas perspectivas para a safra gaúcha levam em conta também o volume acessado no pré-custeio, de fevereiro a junho, de R$ 1,6 bilhão.
    – Tínhamos expectativa de chegar a R$ 1 bilhão e superamos esse valor – disse João Paulo Comerlato, gerente de mercado agronegócios do BB.
    Os executivos garantem que não faltará recursos para financiar a agricultura. A mesma declaração foi feita ontem pelo secretário de Política Agrícola, Neri Geller. Mesmo após cortar de R$ 202,88 bilhões para R$ 185 bilhões os recursos do Plano Safra nacional, iniciado no dia 1º de julho, o governo garante que crédito não será o problema.
    – Vamos trabalhar por mais recursos, se isso for necessário – afirmou Geller.

  • LÍDER PRESO

    Participante ativo de entidades representativas do leite no Estado, Clóvis Roesler é um dos presos da 11ª etapa da Operação Leite Compen$ado e 4ª etapa da Operação Queijo Compen$ado, deflagradas em São Pedro da Serra pelo Ministério Público Estadual (MP). Secretário do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e ex-presidente da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios (Apil), Roesler (foto acima, de óculos) foi detido juntamente com o irmão, a cunhada e dois funcionários da Granja Roesler e da Campestre – empresas em seu nome que funcionam no mesmo endereço.
    Conforme as investigações, os laticínios tinham autorização para venda apenas na cidade de São Pedro da Serra, mas o MP encontrou produtos sendo comercializados em diversos municípios gaúchos.
    – O selo de inspeção estadual usado era falso. Em interceptações telefônicas, constatamos manobras para tentar brecar as nossas investigações – conta o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, que trabalha afinado com o colega Mauro Rockenbach (de gravata na foto).
    Nos produtos fabricados pelas empresas de Roesler foi constatada também a adição de água e amido de milho no leite, para aumentar o volume, além de coliformes fecais e água oxigenada, para aumentar a validade dos produtos. Presidente da Apil de 2008 a 2013, Roesler atualmente é secretário do IGL, instituto criado para fortalecer a imagem do leite gaúcho.
    – Apesar de ter ligações com essas entidades, não constatamos nenhum envolvimento delas – esclarece o promotor.

  • A POSIÇÃO DAS ENTIDADES

    O QUE DIZ O IGL

    “O Instituto Gaúcho do Leite sempre trabalhou firmemente para coibir a adulteração do leite e seus derivados. Está na gênese da sua criação, inclusive, o combate à fraude por meio da sugestão de leis que dessem fim a ela. O IGL é parceiro do MP na sua cruzada para proteger os consumidores, como o fez em todas as outras etapas da Operação Leite Compen$ado, e apoia as investigações.”
    O QUE DIZ A APIL
    “A Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios manifesta sua total colaboração às investigações desencadeadas pelo MP. A Apil tem total preocupação com questões de inspeção e inocuidade dos produtos dos seus associados, inclusive, oferecendo orientação e assessoria técnica. Todo o associado tem de estar em dia com as obrigações de inspeção.”

  • O SECRETÁRIO ESTADUAL DO DESENVOLVIMENTO RURAL, TARCISIO MINETTO, CONFIRMOU PARCERIA DO GOVERNO FEDERAL COM O ESTADO PARA A MONTAGEM DA 18ª FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR NA EXPOINTER.A DECISÃO VEIO DE AUDIÊNCIA ONTEM COM O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AGRICULTURA FAMILIAR E DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, JOSÉ RICARDO RAMOS ROSENO.

  • BRASIL SUPERA 90% DA COTA HILTON

    Pela primeira vez, em 10 anos, o Brasil atingiu mais de 90% da cota Hilton com o embarque de 9,2 mil toneladas de carne bovina entre junho de 2015 e junho de 2016. Com isso, o país chega a 92,9% das 10 mil toneladas concedidas pela União Europeia ao Brasil. A cota é constituída de cortes especiais do quarto traseiro e de novilhos precoces, e seu preço no mercado internacional geralmente é mais alto do que a carne em geral. Segundo Fernando Sampaio, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o desempenho do Brasil na Hilton vem melhorando porque a indústria começou, já há algum tempo, a organizar seu fornecimento de modo a atender aos critérios da cota, para aproveitar assim a vantagem que se tem na tarifa de importação.

  • Criadores de bovinos da raça devon que pretendem levar seus animais à Expointer serão isentos de taxa de inscrição. A presidente da Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD), Elizabeth Cirne Lima, diz que a entidade abrirá mão da arrecadação para reduzir os custos dos produtores que irão à feira.

  • Fonte : Zero Hora

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