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    O anúncio de R$ 3 bilhões em recursos para crédito rural dentro do Plano Safra gaúcho ficou dentro do esperado. Embora seja apenas 7% superior em valores nominais ao volume liberado na safra passada, o montante é considerado suficiente diante da realidade econômica do país.
    – Primeiro iremos acessar o que tem disponível para, se for o caso, pedir mais crédito – disse Jorge Rodrigues, presidente da Comissão de Grãos da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
    O pacote gaúcho prevê recursos para agricultura empresarial e familiar, com dinheiro próprio do Banrisul, BRDE e Badesul e também repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do montante oferecido pelos bancos gaúchos na safra passada, R$ 2,8 bilhões, mais de 90% foram acessados por produtores para custeio e investimento.
    – O agronegócio tem sido fundamental para o não agravamento da crise econômica e financeira. É o setor que ainda apresenta os melhores números – disse Susana Kakuta, diretora-presidente do Badesul.
    No novo Plano Safra gaúcho, o Banrisul entrará com R$ 2,1 bilhões, BRDE com R$ 550 milhões e o Badesul com outros R$ 350 milhões. Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), Joel da Silva, a questão não é apenas o volume de crédito oferecido.
    – É preciso fazer com que esses recursos cheguem aos produtores. Muitos esbarram na burocracia – reclama o dirigente.
    Os recursos do plano poderão ser acessados pelos produtores nas instituições financeiras a partir de amanhã, no mesmo dia em que entra em vigor o pacote do governo federal para todo o Brasil – que prevê R$ 202 bilhões em crédito para custeio, comercialização e investimentos. As taxas de juros serão as mesmas, pois seguem as linhas de crédito de programas federais.

  • NO RADAR

    A TOCHA Olímpica Rio 2016 será recepcionada no Estado com uma grande mateada em Erechim, no próximo domingo. As atividades para dar visibilidade à bebida símbolo dos gaúchos ficará por conta do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate).

  • CRESCIMENTO COOPERADO

    Responsável por mais da metade do faturamento das cooperativas gaúchas em 2015, o setor agropecuário fechou o ano passado com crescimento de 11,6%. O resultado positivo, em um período de recessão econômica, é justificado pelo aumento da produtividade nas atividades agrícola e pecuária e pelos investimentos concretizados. Nos últimos três anos, foram aplicados mais de R$ 1,5 bilhão, em financiamentos do BNDES, e outros R$ 750 milhões de recursos próprios.
    – Soma-se a isso, a credibilidade das cooperativas, com participação efetiva de todos os associados – destaca Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS).
    Em 2016, com aumento de 16% no recebimento de soja na comparação com o ano passado, as cooperativas projetam novo crescimento – sustentado também pela valorização dos preços das commodities agrícolas.
    O setor cooperativista gaúcho, incluindo 13 ramos, respondeu por 11% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho em 2015. No ano, o crescimento do setor foi de 15,7%, com destaque a crédito (33%), transporte (35,5%) e saúde (18%). Para 2016, a previsão é de investimentos na ordem de R$ 1,7 bilhão, dos quais 40% já concretizados.
    – As cooperativas estão inseridas nas comunidades. Temos um DNA diferenciado – avalia Vergilio Perius, presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs/Sescoop).

  • MAIS MERCADO À CARNE ANGUS

    A partir de amanhã, os mercados BIG e Nacional do Rio Grande do Sul terão nas gôndolas a marca própria Casa da Carne Angus. Em sete cortes, entre os quais filé mignon e picanha, a nova linha de produtos chegará primeiro às lojas gaúchas do Walmart, numa parceria entre a Associação Brasileira de Angus e o Frigorífico Silva, de Santa Maria.
    O próximo passo será levar os cortes nobres para supermercados da rede dos Estados do Sudeste.

  • SAFRINHA CHEGA AO RS, MAS PREÇO SEGUE ALTO

    A safrinha de milho colhida no Centro-Oeste e no Paraná já começou a chegar no Rio Grande do Sul. O reforço no abastecimento, porém, ainda não têm sido suficiente para baixar o preço do produto no Estado. Pelo menos não como os criadores de aves e suínos esperavam.
    – A safrinha está chegando aqui entre R$ 45 e R$ 48 a saca. O mercado ainda não teve força para reagir – reclama Valdecir Folador, presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Estado (Acsurs).
    O aumento no custo da ração irá resultar numa redução de 7% a 10% do plantel de suínos no Rio Grande do Sul, estima Folador.
    – O capital de giro do produtor terminou. Essa crise não é só nossa, é de todo o setor produtivo de carnes – completa.

  • NÃO FALTARAM RECLAMAÇÕES SOBRE A DEMORA NA LIBERAÇÃO DE LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS NO ESTADO, NA APRESENTAÇÃO DOS NÚMEROS DAS COOPERATIVAS, DURANTE O TÁ NA MESA, NA FEDERASUL. AS PRINCIPAIS QUEIXAS SÃO DO SETOR DE INFRAESTRUTURA, NA DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA E ELETRIFICAÇÃO RURAL.

  • INDICADORES GENÉTICOS COMO ALIADOS

    Criadores e pesquisadores internacionais alternaram-se na apresentação de tendências para seleção de bovinos no primeiro dia do 3º Congresso Brasileiro de Angus, realizado em Porto Alegre. Apesar do aparato tecnológico e uso de marcadores moleculares pela pecuária brasileira, há consenso de que os produtores precisam usar mais e melhor os dados disponíveis.
    O desafio é a adoção de indicadores com fins econômicos. Presidente da Angus Genetics, empresa ligada à Associação Americana de Angus em Missouri (EUA), Dan Moser relatou que a popularidade da raça nos Estados Unidos está diretamente relacionada ao pioneirismo no uso de tecnologia. O uso dos indicadores de diferença esperada de progênie (DEPs) com finalidade econômica, segundo o americano, permite ao pecuarista “produzir mais rápido o gado que os clientes querem”.
    O congresso, realizado no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, termina hoje.

  • Fonte : Zero Hora

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