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    Ao segurar a venda da supersafra de soja, diante da disparada diária do dólar após a colheita, os produtores gaúchos fizeram as exportações do grão aumentar 41% em agosto, na comparação com igual período em 2014. Os embarques da oleaginosa somaram 1,25 milhão de toneladas no período, contra 839 mil toneladas no mesmo mês no ano anterior.
    A concentração maior das vendas externas em agosto fez o Rio Grande do Sul alcançar o maior crescimento em volume (16,4%) entre os principais Estados exportadores, conforme dados divulgados ontem pela Fundação de Economia e Estatística (FEE).
    – A soja respondeu por mais de 30% de todo o volume exportado em agosto, compensando boa parte da queda na indústria – destaca Tomás Torezani, pesquisador em Economia da FEE.
    Um dos fatores que explica o volume maior embarcado em agosto deste ano é a colheita recorde de soja, que superou a marca histórica de 15 milhões de toneladas. Mas a supersafra gaúcha não é o único motivo, explica o consultor em agronegócio Carlos Cogo.
    – Quando o produtor viu que o dólar não parava de subir começou a reter o grão para tentar vender melhor, já que a alta é transferida 100% para o preço da soja – explica Cogo, acrescentando que em abril e maio ainda se esperava uma redução na safra americana, o que acabou não se confirmando mais tarde.
    A estratégia, mesmo que intuitiva, deu certo. Em abril, quando a safra foi colhida, a saca de 60 quilos de soja era vendida no Estado a R$ 65, enquanto o bushel (equivalente a 27,2 quilos) estava cotado a US$ 9,81 no mercado internacional. Em agosto, a mesma saca foi vendida a R$ 76,73, mesmo com o bushel a US$ 8,88.
    – A valorização do dólar compensou até mesmo a baixa na cotação da commodity. Quem retardou a venda, se deu bem – completa Cogo.
    Outro fator que ajudou a valorizar o preço foi o prêmio pago no porto de Rio Grande, 40% maior em agosto, na comparação com abril.

  • EXAME DE MORMO NO ESTADO

    O Ministério da Agricultura deve anunciar hoje o credenciamento do laboratório da Clínica Hípica, em Porto Alegre, para exames de mormo – doença que atinge cavalos e pode ser transmitida a humanos. A confirmação foi feita ontem à noite pelo secretário de Defesa Agropecuária, Décio Coutinho, ao presidente da Federação da Agricultura no Estado (Farsul), Carlos Sperotto.
    – O momento é de preocupação, já que muitos criadores nem conseguem fazer o teste pela dificuldade logística e pelo alto custo – disse Sperotto, acrescentando que há um volume significativo de exames aguardando resultado.
    Sem nenhum laboratório credenciado para teste de mormo, o Rio Grande do Sul precisa enviar as coletas para unidade em Recife (PE). A confirmação da doença em Rolante, no mês de junho, e suspeitas posteriores em outras cidades causaram apreensão no Estado, onde vários desfiles farroupilhas chegaram a ser cancelados. O laboratório da Clínica Hípica foi vistoriado por técnicos do Ministério da Agricultura no mês de agosto.

  • NO RADAR

    OS FISCAIS federais agropecuários paralisam as atividades a partir de hoje, por tempo indeterminado. Entre os serviços afetados pela greve da categoria, estão serviços de inspeção em frigoríficos, portos e aeroportos.

  • SILO COM GARRAFAS PET

    Uma startup gaúcha aposta em um silo fabricado com matérias-primas de garrafas PET recicladas para atender o déficit de armazenagem na agricultura familiar. A Silo Verde, empresa incubada no Parque Tecnológico de São Leopoldo (Tecnosinos), pretende levar o produto ao campo no próximo ano. Conforme Manolo Machado, fundador da empresa, a solução poderá armazenar rações animais para aves, suínos e gado leiteiro, além de pequenos volumes de grãos. Além do ganho ambiental, o custo é 75% inferior aos produtos existentes no mercado, acrescenta.
    Em cinco anos, a pretensão é atingir o mercado internacional. A Silo Verde foi selecionada em projeto da Endeavor, uma das principais organizações de apoio ao empreendedorismo.

  • A FISCALIZAÇÃO APERTOU O CERCO A FRIGORÍFICOS DE SUÍNOS E BOVINOS NO ESTADO. NESTA SEMANA, O MINISTÉRIO DO TRABALHO E O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO FIZERAM VISTORIAS EM UNIDADES DE ABATES EM ERECHIM E VACARIA. A FORÇA-TAREFA NA REGIÃO TERMINA AMANHÃ, COM DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS.

  • AGORA VAI?

    O ministro da Integração Nacional, Gilberto Ochi, assinou ontem liberação de R$ 20 milhões para a barragem Taquarembó, em Dom Pedrito, e de mais R$ 5 milhões para a barragem de Jaguari, em Rosário do Sul – que tem outros R$ 10 milhões empenhados.
    – A partir de agora vamos contatar as empresas para que, no mais curto espaço de tempo, reiniciem as obras – afirmou o secretário da Agricultura, Ernani Polo, que acompanhou o empenho em Brasília, ao lado de deputados da bancada gaúcha.
    Dos R$ 20 milhões para a Taquarembó, R$ 6 milhões já foram liberados em agosto e setembro a fim de retomar as obras – que estão 80% concluídas. Quanto à Jaguari, o acordo é para a liberação de R$ 1 milhão por mês, chegando aos R$ 5 milhões.
    Iniciadas ainda em 2008, as obras tiveram idas e vindas nos últimos anos.

  • Fonte : Zero Hora

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