A Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) inaugura hoje em Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, a ampliação de sua unidade de lácteos, que demandou investimentos de R$ 130 milhões. A planta é destinada à produção de leite em pó.

Com a implantação do novo módulo de produção, a capacidade de processamento da fábrica de Cruz Alta passará dos atuais 1 milhão de litros de leite por dia para 2,2 milhões de litros. Segundo o presidente da CCGL, Caio Cézar Vianna, a capacidade total de processamento de leite será alcançada de forma gradual. No primeiro ano, a utilização do novo módulo de produção deve ficar em 30%. Isso deve significar, estima Vianna, um acréscimo entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões no faturamento da cooperativa, que foi de R$ 740 milhões em 2015.

Fundada em 1976, a CCGL chegou a beneficiar cerca de 70% do leite produzido no Rio Grande do Sul e era dona da marca Elegê, mas em 1996 vendeu os ativos de leite para a Avipal (Eleva), que depois foi adquirida pela Perdigão, que posteriormente se juntou à Sadia, na BRF. Hoje, esses ativos estão nas mãos da francesa Lactalis.

Em 2009, a CCGL retornou ao segmento de lácteos, com um investimento de R$ 120 milhões no primeiro módulo da fábrica de Cruz Alta, com capacidade de 1 milhão de litros de leite diários e cuja ampliação está sendo inaugurada hoje. Nessa primeira unidade, a CCGL produz, além de leite em pó, leite longa vida, achocolatados e creme de leite.

Segundo Vianna, os trabalhos para ampliação da fábrica foram iniciados em 2014. Embora neste momento as exportações de leite em pó não estejam competitivas em decorrência dos baixo preços internacionais do produto, o objetivo da CCGL com a ampliação é elevar as vendas ao exterior. “O projeto considera que em algum momento, 50% da produção será exportada”, afirma.

A unidade da CCGL já é habilitada para exportar leite em pó para países da chamada lista geral, além de Venezuela e Chile. Os trâmites para vender à Rússia estão em curso e a cooperativa já solicitou autorização para exportar à China, conforme o dirigente.

“A exportação depende de preço internacional. Hoje está mais vantajoso vender no mercado interno”, admite Vianna, acrescentando que em 2015, 25% do volume de leite em pó produzido pela CCGL foi destinado ao exterior. Neste ano, “tudo está sendo vendido no mercado interno”, segundo ele. Os principais mercados da CCGL são Estados do Norte e Nordeste. Além do varejo, a empresa também fornece leite em pó para a indústria de alimentos.

Com 38 cooperativas associadas no Estado, a CCGL também tem operação logística no porto de Rio Grande (RS), além de operações rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias de leite e grãos.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor

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