Ministro Blairo Maggi, homem do campo, 
promete lutar contra imposto no agronegócio

Ministro Blairo Maggi, homem do campo, promete lutar contra imposto no agronegócio

SECOMMT/DIVULGAÇÃO/JC

Apesar de o governo federal vir tratando o assunto com muito cuidado – de forma sigilosa e até com desmentidos – avançam os estudos, na equipe econômica do presidente interino Michel Temer (PMDB), para a criação de uma taxa sobre o agronegócio, particularmente as exportações. A melhor prova da existência dos estudos foi dada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ao declarar, na semana passada, que pretende negociar dentro do governo “para impedir tal imposto”. Medida semelhante, que vigorou na Argentina, durante os governos Kirchner, quase acabou com a agropecuária do País. O primeiro efeito é reduzir a competitividade do setor, pois aumenta o preço dos produtos para os compradores internacionais. Uma das ideias, dentro do mesmo tema, é cobrar das empresas exportadoras do agronegócio a contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguridade Social, como já se faz nas vendas ao mercado interno. Maggi é contra qualquer taxa: “O setor da agricultura é importante, o que mais contribui para a economia brasileira. Penalizar quem está sendo eficiente é uma loucura, é um abraço de afogado”, disse o ministro a jornalistas.

Diversificação

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação depositou o dinheiro para iniciar a construção do Centro Vocacional Tecnológico da Diversificação da Fumicultura do Vale do Rio Pardo. Do valor total de R$ 2,5 milhões, foi depositado R$ 1 milhão para início das obras no projeto que centralizará as ações da diversificação da agricultura familiar da região, onde a Universidade de Santa Cruz do Sul, o Conselho Regional do Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo e a Associação dos Fumicultores do Brasil são parceiros. O prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke, celebrou: “Apresentamos este projeto há três anos e desde lá estamos trabalhando para implementá-lo. É o maior projeto de diversificação agrícola já apresentado no Vale do Rio Pardo”. O centro será no Parque da Expoagro Afubra, onde a prefeitura de Rio Pardo adquiriu oito hectares.

Proposta

A comissão de negociação do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs) apresentou ao Sindicato dos Metalúrgicos a proposta de 4% de aumento salarial a partir de janeiro de 2017. Conforme Getulio Fonseca, presidente do Simecs, a crise que se abate sobre o País tem fechado empresas e ceifado empregos.

Brasil em código

O gaúcho João Carlos Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação – GS1, vai coordenar a 6ª Conferência Internacional Brasil em Código, amanhã, em São Paulo. Além das palestras técnicas, haverá um debate sobre como as empresas e os setores podem superar o momento de crise atual.

Na mira da Receita

A Receita Federal deu prazo até o dia 30 de junho – amanhã – para que 150 empresas gaúchas de grande e médio porte regularizem sua situação junto às obrigações acessórias dentro do ambiente Sped. Uma análise do órgão detectou erros, omissões e inconsistências e também empresas que ainda não enviaram suas escriturações e declarações digitais. “Caso não acertem suas informações de acordo com a legislação fiscal, contra elas serão lançadas penalidades que variam conforme o tipo de infração”, comenta Fernanda Fernandes, especialista fiscal da Pactum Consultoria Empresarial. Agora serão analisadas pequenas empresas.

Congresso Angus

Grandes nomes da criação nacional e internacional de gado Angus e importantes técnicos e representantes da indústria da carne estarão no 3º Congresso Brasileiro de Angus que começará, hoje, no Hotel Plaza São Rafael. O encontro será coordenado pelo presidente da Associação Brasileira de Criadores de Angus, José Roberto Pires Weber, de Dom Pedrito. Uma das palestras será sobre os 110 anos da raça britânica no País.

Danilo Ucha

Painel Econômico

Fonte :   Jornal do Comércio

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