Fechamento da usina gerará desemprego e perda de impostos

Fechamento da usina gerará desemprego e perda de impostos

FREDY VIEIRA/JC

Os 38 mil habitantes de Charqueadas, cidade a poucos quilômetros de Porto Alegre, às margens do rio Jacuí, vivem um tênue fio de esperança. Em sua reunião de hoje, em Brasília, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reexaminará a revogação da autorização de funcionamento da termelétrica Charqueadas, da Tractebel Energia, e poderá autorizar a continuidade do funcionamento, pelo menos, até o fim do ano, dando um tempo extra ao município para que encontre alternativas ao desemprego e perda de impostos que representará o fechamento da usina, marcado para 31 de agosto. Conforme a importante reportagem de ontem do Jornal do Comércio, o fechamento vai acabar com 2.400 empregos diretos na usina, sem contar os reflexos no comércio e serviços.

Desconto de 30%

Se depender da Rede Laghetto Hotéis, dona de sete unidades em Gramado divididas em três bandeiras, a crise econômica não será motivo para impossibilitar a visita à cidade neste inverno. As reservas feitas até 30/6 têm desconto de 30% para período de hospedagem até 30/10. Entre as bandeiras, a Vivace concilia agilidade e conforto; a Allegro oferece lazer para famílias e grupos e a Stilo é requinte em modelo boutique. Atualmente, são 1.025 apartamentos distribuídos em sete hotéis em Gramado, um em Bento Gonçalves e um em Porto Alegre.

Grã-Bretanha

A saída da Grã-Bretanha da União Europeia poderá beneficiar o Brasil. De acordo com Alexandre Wolwacz, diretor da L&S Educação – empresa do Grupo L&S, que atua em todas as áreas do mercado financeiro – existe uma parcela de investidores que ainda tem apetite por risco e essa parcela pode vir para o Brasil. Ele afirma que o País pode sair ganhando, especialmente se medidas de ajuste, estabilização econômica e política forem implementadas.

Comércio amplo

O Brasil deve priorizar não só o Mercosul, mas também partir imediatamente para a negociação de acordos de livre comércio bilaterais, como fizeram outros países da América Latina. A sugestão é do empresário gaúcho Paulo Vellinho, para quem o Mercosul não tem futuro, constituindo-se em um mero “banco de negociação para empresas multinacionais que se utilizam das facilidades do bloco para manter suas estratégias de produção devidamente alocadas onde forem mais convenientes sob o ponto de vista de resultado”. Vellinho, que na década de 1970 comandou o Conselho Nacional de Comércio Exterior – Concex, entende que falta estabilidade e maturidade política e econômica aos países que integram o Mercosul para pretensiosamente aspirar a consolidação de uma organização nos moldes da União Europeia.

Exponegócios

A Associação Comercial de Porto Alegre promoverá, hoje, a 10ª Exponegócios, encontro anual onde empresas têm espaço para divulgar/apresentar suas atividades, serviços e produtos, das 14h às 18h, com rodadas de negócios, no Palácio do Comércio, Visconde do Cairu, 17. O presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira, lembra que “já foram realizados vários bons negócios que começaram nas mesas, pois muitas empresas não sabem os caminhos a percorrer”.

Danilo Ucha

Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio

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