• Com a autorização do credenciamento de laboratórios estrangeiros para fazer a análise de qualidade do trigo importado, o Brasil deverá agilizar o processo de entrada do produto no país. Hoje, o único autorizado no país a atestar a classe do cereal produzido em outros países é o laboratório da Universidade de Passo Fundo (UPF). Dependendo do porto de entrada do produto no país, a espera pelo resultado pode passar de 30 dias.
    – Os parâmetros de qualidade são internacionalmente reconhecidos. A medida irá agilizar os processos, especialmente nos períodos de maior demanda de importação – explica Helena Pan Rugeri, fiscal agropecuária do Ministério da Agricultura.
    O Brasil importa cerca de 5,5 milhões de toneladas de trigo por ano, quase 50% do volume beneficiado pelas indústrias do país. A espera de navios nos portos para descarregar representa custos de US$ 10 mil por dia. Os primeiros países que deverão se habilitar à análise de classe são a Argentina, o Canadá e os Estados Unidos, tradicionais fornecedores de trigo ao Brasil.
    Os laboratórios a serem credenciados, explica Helena, farão apenas a análise da qualidade do trigo, e não de quantidade de químicos ou toxinas, por exemplo. Embora em uma análise técnica seja possível identificar eventuais problemas no produto, esclarece. Esse controle continuará sendo feito por amostragem dentro do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes.
    – O receio é de problemas fitossanitários que o trigo importado possa trazer. Quanto mais segurança tivermos, melhor – considera Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    NOVO PAVILHÃO SÓ PARA 2017
    Não será neste ano que a agricultura familiar ganhará novo pavilhão na Expointer. Com recurso depositado ao governo do Estado desde janeiro de 2014, as obras de construção estão emperradas. E se não forem executadas até janeiro de 2017, o recurso de quase R$ 3 milhões terá de ser devolvido ao governo federal.
    Em 2014, a empresa vencedora da licitação chegou a iniciar os trabalhos, mas o contrato foi rompido por falta de cumprimento. No ano passado, o governo chamou a segunda empresa colocada – a qual não pode ser habilitada por falta de documentos.
    – No fim teremos de fazer outra licitação – explica Ernani Polo, secretário da Agricultura.
    No novo orçamento, porém, o dinheiro disponível não é suficiente para execução do projeto – que contemplava cozinha e sanitários. Para não perder o dinheiro, o projeto foi reajustado prevendo apenas o pavilhão. A licitação deverá ser lançada em setembro.
    – O ideal era o pavilhão como foi projetado. Mas o importante agora é não perder o recurso – avalia Jocimar Rabaioli, assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag).
    Itu classifica oito para a final

    Na penúltima classificatória ao Freio de Ouro, que encerrou ontem, em Itu (SP), oito conjuntos garantiram vaga para a final. Entre os machos, o vencedor foi RZ Vergonzoso da Carapuça (foto), seguido de Dom Alberto Lucero, Juazeiro da Bela Aliança e Furiozo de Los Campos. Entre as fêmeas, conquistaram a vaga Jaguel Jornalera (do Uruguai), Umauá do Infinito, BT Vergamota II e Ganadera 1187 Maufer.
    A disputa é organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

    COM A CHUVA ocorrida nO FIM DE SEMANA EM PRATICAMENTE TODAS AS REGIÕES GAÚCHAS, A EXPECTATIVA É DE QUE O PLANTIO DE TRIGO AVANCE Nos próximos dias. A FALTA DE UMIDADE NO SOLO ESTAVA PREOCUPANDO PRODUTORES, ESPECIALMENTE QUEM SEMEOU A CULTURA MAIS CEDO. A ESTIMATIVA É DE QUE EM 15 DIAS O PLANTIO SEJA CONCLUÍDO.

    O governo federal confirmou a liberação de R$ 800 mil para montagem da estrutura da feira da agricultura familiar na Expointer 2016. Na próxima sexta-feira, dia 15, termina o prazo de inscrição para participação de agroindústrias familiares, artesanato, plantas e flores. As inscrições devem ser feitas pela internet nos sites das instituições apoiadoras: Fetag, Fretaf e Via Campesina. A expectativa é gerar R$ 2,2 milhões em vendas.

    A comercialização de insumos para a próxima safra está 15% menor que o mesmo período do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários.

    Fonte : Zero Hora

Compartilhe!