Aversão ao risco leva investidores a optar pela moeda norte-americana, e commodities agrícolas têm segundo dia de queda

 

O mercado internacional para os produtos agrícolas teve mais um dia de baixa nesta quarta-feira, dia 6. Em uma nova onda de aversão ao risco dos investidores, motivada principalmente por causa da saída do Reino Unido da União Europeia, os operadores ainda assimilam os efeitos do rompimento na economia mundial. O dólar ganhou força, e as commodities agrícolas desvalorizaram.
No caso da soja, o grão teve forte queda durante toda esta quarta-feira, dia 6, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas encerrou o pregão com baixa mais tímida. No mercado físico brasileiro, os preços acompanharam a baixa que chegou a 3% em Chicago e recuaram na maior parte das praças, aponta a consultoria Safras & Mercado. Os negócios ficaram restritos a operações envolvendo pequenos volumes, principalmente no Rio Grande do Sul. Os atuais patamares não agradam aos produtores.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

Julho/16: 11,06 (-10,75 centavos)
Novembro/16: 10,73 (-4,00 centavos)

Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

Passo Fundo (RS): 84,50
Cascavel (PR): 85,50
Rondonópolis (MT): 86,00
Dourados (MS): 78,00
Porto de Paranaguá (PR): 91,50
Porto de Rio Grande (RS): 88,50
Milho
O mercado brasileiro de milho teve uma quarta-feira de preços pressionados para baixo mais uma vez. A entrada da segunda safra, mesmo com a colheita lenta, vai forçando a queda nas cotações, que ocorre de forma gradual. Na Bolsa de Chicago, o cereal se aproxima dos piores níveis desde outubro de 2014, com o mercado ainda repercutindo as boas condições da safra por lá.
Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)
Julho/16: 3,35 (-8,25 centavos)
Março/17: 3,57 (-9,75 centavos)
Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Rio Grande do Sul: 48,00-50,00
Paraná: 38,00
Campinas (SP): 42,00
Mato Grosso: 26,00-30,00
Porto de Santos (SP): 34,00
Porto de Paranaguá (PR): 33,00
Café
Os contratos futuros para o café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) foram afetados por mais um dia de valorização do dólar no Brasil. Porém, o mercado segue monitorando as condições das lavouras brasileiras, após o excesso de chuvas prejudicar a qualidade do grão.

Café em Nova York (centavos por libra-peso)

Julho/16: 141,95 (-2,25 pontos)
Dezembro/16: 146,30 (-2,10 pontos)
Dólar e Bovespa
O dólar voltou a subir pelo quarto pregão seguido, cotada a R$ 3,335, alta de 1%. Com isso, a moeda norte-americana acumula 3,9% de alta neste mês. O cenário de aversão ao risco fortalece a moeda norte-americana. Após operar boa parte do dia em queda, o índice Bovespa inverteu mão e fechou o dia no campo positivo, com alta de 0,11%, aos 51.901 pontos.

Agência Brasil/Divulgação

  • Rikardy Tooge, com informações de Safras & Mercado
  • Fonte :Canal Rural

Compartilhe!