Nem mesmo o dólar foi capaz de conter a forte queda da oleaginosa no mercado internacional e, com isso, portos estão cada vez mais longe de oferecer R$ 100 pela saca

A queda da soja parece não ter fim no mercado internacional. Nem mesmo as altas do dólar estão sendo capazes de segurar o preço do grão no mercado brasileiro. Um reflexo disso é que os preços nos portos, que há um mês beiravam os R$ 100 a saca, caíram para baixo de R$ 90. Com isso, as negociações ficaram travadas em todo o país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o produtor de soja está com a comercialização avançada e não vê necessidade de sair vendendo.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a cotação no contrato mais curto caiu 4% nos últimos dias. No contrato de novembro/2016, com mais negociações, a queda acumulada é de 9,9% nos últimos quatro pregões. O clima favorável nos Estados Unidos ajuda a explicar este cenário, assim como dados de menos consumo por parte da China. Mas a insegurança dos investidores com a economia mundial está fazendo uma forte pressão nas cotações do mercado futuro das principais commodities, inclusive da soja.
Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)
Julho/16: 10,54 (-52,00 centavos)
Novembro/16: 10,24 (-48,50 centavos)
Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Passo Fundo (RS): 83,50
Cascavel (PR): 82,50
Rondonópolis (MT): 80,00
Dourados (MS): 76,00
Porto de Paranaguá (PR): 88,00
Porto de Rio Grande (RS): 87,00
Milho
A queda da soja não influenciou o milho no pregão desta quinta-feira, dia 7. A calmaria marcou o dia de negócios nas principais praças de comercialização. A entrada da segunda safra, entretanto, continua sendo fator de pressão sobre os preços no mercado interno. Na Bolsa de Chicago, dia de negociações mistas, com contratos em alta e outros em queda, mas todos próximos da estabilidade.
Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)
Julho/16: 3,35 (+0,25 centavos)
Março/17: 3,57 (-0,50 centavos)
Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Rio Grande do Sul: 48,00-50,00
Paraná: 38,00   
Campinas (SP): 42,00
Mato Grosso: 26,00-30,00
Porto de Santos (SP): 35,00
Porto de Paranaguá (PR): 34,00
Café

O mercado físico brasileiro de café registrou preços estáveis. Houve alguns avanços nas cotações, de acordo com procuras e demandas específicas. O café rio teve avanços diante da melhor demanda combinada com uma oferta restrita. Já na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), para o café arábica encerrou o dia em baixo, com a preocupação dos investidores com a economia mundial.

Café arábica em Nova York (centavos por libra-peso)

Julho/16: 140,45 (-1,50 pontos)
Dezembro/16: 144,80 (-1,50 pontos)
Café no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 510-515
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 510-515
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 415-420
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 400-405
Dólar e Bovespa
Com mais um dia de intervenção do Banco Central, o dólar encerrou novamente em alta, o quinto pregão seguido. A moeda norte-americana valorizou 0,88%, cotada a R$ 3,365. O índice Bovespa acompanhou a alta e fechou o dia aos 52.014 pontos, variação positiva de 0,22%. O mercado aguardava o anúncio da meta fiscal para 2016, que ocorreu apenas no final do dia. No pregão desta sexta-feira, dia 8, o mercado vai refletir o déficit de R$ 139 bilhões para o próximo ano divulgado pelo governo Michel Temer.

VisualHunt/divulgação

  • Rikardy Tooge, com informações de Safras & Mercado
  • Fonte : Canal Rural

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