O braço executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou por três meses o imposto de importação incidente sobre o feijão preto e o feijão carioquinha. A alíquota normal para a entrada do produto de fora do Mercosul é de 10%. A medida deve ser publicada hoje no “Diário Oficial da União” e foi a forma encontrada pelo governo para enfrentar a alta dos preços da leguminosa. No IPCA-15, o feijão carioca apareceu com alta de 16,38% frente a maio.

“Como não há perspectivas do aumento da oferta do produto no mercado no curto prazo que seja proveniente da produção doméstica, decidimos que é necessário facilitar a importação, por meio da redução da alíquota do imposto de importação”, explicou, em nota, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Pereira.

“A decisão foi tomada em função da elevação do preço do produto, motivada por uma combinação de fatores, dentre eles problemas climáticos que afetaram a safra”, prosseguiu o texto. Conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros cinco meses deste ano foram importadas 64,5 mil toneladas do produto. Com a suspensão da tarifa, a ideia do governo e da iniciativa privada é facilitar a importação de feijão do México e da China.

Por Lucas Marchesini | De Brasília

Fonte: Valor

Compartilhe!