Os desembolsos de crédito rural para a agricultura empresarial somaram R$ 144,5 bilhões na safra 2015/16, 9,1% mais que no ciclo anterior. Se considerada a inflação (IPCA) do período, entretanto, o aumento fica em apenas 0,2%, de acordo com cálculos do Valor Data.

E, em termos relativos, as contratações recuaram, o que evidencia que o pacote de financiamentos desenhado pelo governo Dilma para a temporada foi superestimado, alavancado por um excesso de recursos a juros livres. Entre julho do ano passado e junho último, os desembolsos equivaleram a 77% do valor total ofertado no Plano Safra 2015/16 (R$ 187,7 bilhões). Em 2014/15, foram liberados (R$ 132,4 bilhões) 85% do montante total (R$ 156,2 bilhões).

Já a demanda da agricultura familiar por crédito subsidiado, no âmbito do Pronaf, fechou 2015/16 em queda de 7,1% (R$ 22,1 bilhões) – que, deflacionada, cresce para 14,7%. Assim, o crédito total contratado na safra 2015/16, considerado as agriculturas empresarial e familiar, chegou a R$ 166,6 bilhões, 6,7% mais que no ciclo anterior – ou 2,1% menos, se o valor for deflacionado.

Foram as operações de custeio, concentradas em juros controlados, que determinaram o crescimento dos desembolsos para a agricultura empresarial em termos absolutos. Em 2015/16, houve alta nessa frente de 24% em relação a 2014/15, para R$ 101,5 bilhões. Pelas linhas de investimento houve queda de 24%, para R$ 40 bilhões. Já os contratos para comercialização fecharam a temporada 2015/16 em R$ 26,8 bilhões, 16,5% a mais que em 2014/15.

Por Cristiano Zaia | De São Paulo

Fonte : Valor

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