Durante reunião realizada na sede do Ministério da Agricultura, com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o Mapa indicou a possibilidade de elevar o volume de recursos cedido acima do limite por CPF no custeio no Plano Safra, o chamado “extra-teto”.

“Sabemos que os limites de crédito para custeio por CPF não abrangem uma boa parte dos produtores de Mato Grosso. Então, nós pedimos, e o governo acenou positivamente, a volta dos recursos chamados de extra-teto. São recursos com juros maiores, mas o montante a ser financiado vai de acordo com a negociação com o agente financeiro”, explicou Rui Prado, presidente da Famato.

Ainda segundo Prado, para o extra-teto, o juro é de 12,5%. O limite por CPF será de R$ 1,32 milhão no novo plano. Acima disso, o acesso é ao extra-teto.

O dirigente da Famato também pediu atenção para os preços mínimos, que hoje estão defasados, na avaliação do representante dos produtores rurais. Segundo Prado, o governo sinalizou que irá melhorar os valores. “Embora ainda não tenham definido o valor para o preço, ele sinalizou positivamente”. No caso do milho, por exemplo, o mínimo praticado hoje em Mato Grosso é de R$ 13,56 por saca. O pleiteado pelo setor é de R$ 18,09/sc.

Outro pedido apresentado, mas que não obteve resposta positiva do governo federal, foi quanto à subvenção ao prêmio do seguro rural. O secretário Neri Geller informou ao presidente que não existem recursos para prover esse subsídio. “Eles estão dizendo que os recursos são poucos e a subvenção ao seguro está comprometida. Eles vão estudar o caso”, informou.

Rui Prado ainda ponderou sobre a necessidade de os recursos do Plano Safra serem liberados na data prevista, próxima sexta-feira, tendo em vista que, caso haja atraso, a produção agropecuária possa vir a ficar comprometida e gerar maiores preços. “As afirmações foram precisas, mas dizem que ainda faltam algumas negociações com o Ministério da Fazenda. Porém, nós produtores esperamos que, a partir de 1º de julho, já esteja o Plano Safra na rua. Do contrário, qualquer atraso vai gerar menos produção e maior preço ao consumidor”, acrescentou.

Datagro


Fonte: Famasul

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