Agricultor em trator faz plantio de milho, em Luxemburg, nos Estados Unidos

Agricultor em trator faz plantio de milho, em Luxemburg, nos Estados Unidos

vão semear uma área recorde de 33,9 milhões de hectares de soja nesta safra 2016/17.

É uma área que já estava prevista pelo mercado e, se concretizada, vai superar em 1% a da safra anterior.

Esses números foram divulgados pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (30).

Essa área de plantio ainda não é um número fechado, mas não deverá sofrer grandes alterações em relação aos dados finais.

A estimativa desta quinta-feira indica uma evolução de 590 mil hectares, em relação à prevista em março, e alta de 420 mil hectares ante o que foi plantado na safra anterior.

A evolução da área ocorre devido às estimativas de plantio recorde em sete Estados norte-americanos, entre eles Michigan e Minnesota.

Assim como ocorreu com a soja, a área de milho também sobe. Serão 38,1 milhões de hectares nesta safra, 2,5 milhões a mais do que na anterior.

Em relação às estimativas iniciais, feitas em março, há um aumento de 221 mil hectares na área de milho, segundo o Usda.

O aumento de 7% na área do cereal nos Estados Unidos poderá dar um suporte ao mercado internacional, uma vez que o Brasil, o segundo maior exportador, terá oferta menor para colocar no mercado externo.

As indústrias, após o susto desta safra, deverão fazer um estoque maior.

Além disso, a oferta na safrinha fica menor do que se esperava devido às condições climáticas adversas em várias regiões produtoras.

A área de milho a ser colhida poderá atingir a terceira maior nos EUA desde 1933.

Já o espaço dedicado ao trigo –20,6 milhões de hectares– deverá recuar 7%, na avaliação do órgão norte-americano.

FALTA ARROZ PARA INDÚSTRIAS NACIONAIS

Assim como ocorre com o feijão, o arroz também começa a trazer problemas para as indústrias que processam o cereal.

A escassez do produto eleva os preços e faz com que o produtor retenha o cereal à espera de um melhor momento para a comercialização.

As indústrias estão pagando 46% a mais pelo cereal em relação há um ano, segundo informações da Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz).

O presidente da entidade, Mário Pegorer, diz que a redução de oferta, além de afetar o funcionamento das indústrias e o preço interno para o consumidor, tem impacto na relação entre exportadores brasileiros e clientes internacionais.

Sem o produto, o Brasil terá dificuldade para manter os mercados externos conquistados nos últimos anos, segundo ele.

A escassez do arroz, e a consequente elevação de preços, ocorre devido a uma quebra na produção brasileira, em um momento em que o país já amadurece novos mercados de exportação.

Entre as medidas para amenizar a situação, a indústria quer a isenção temporária da incidência de PIS/Cofins sobre o arroz em casca importado do Mercosul.

A incidência dessa contribuição não ocorre na importação do produto beneficiado nem na exportação do arroz em casca brasileiro.

A importação da matéria-prima em casca é onerada, enquanto a exportação é isenta desta cobrança, segundo a indústria

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

Fonte : Folha

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