Agricultores da região de Dourados relataram problemas com pragas nas lavouras de segunda safra de milho, em especial com percevejo e a lagarta da espiga (spodoptera). Além do clima, a incidência dessas pragas prejudicou o desenvolvimento das lavouras e deve contribuir para reduzir a produtividade da safrinha de milho na região.

Na avaliação de Edilson Giachini, produtor na região de Caarapó, a elevada incidência de percevejos durante o período de plantio da segunda safra de milho foi um dos principais problemas para as lavouras da região. “No meu caso, tive que fazer de 4 a 5 aplicações de inseticida, dependendo do talhão, e para isso, gastei R$ 150 por hectare. Há cinco anos, não precisava de mais de R$ 30 por hectare para o controle de percevejo”, afirmou, lembrando que além de reduzir a produtividade, a praga também eleva os custos de produção.

Giachini explicou que o percevejo ataca a planta perto da raiz e atrapalha o desenvolvimento do milho. O resultado são espigas menores e lavouras com estágio de desenvolvimento desigual. “Depois que o percevejo ataca a planta, não tem mais o que fazer, o dano é irreversível”, lamentou.

O agrônomo Alberto Pippus Júnior, que atua na região, comentou que além do percevejo, a incidência da lagarta spodoptera também preocupa agricultores com relação à produtividade. Ele afirmou, ainda, que são duas pragas difíceis de controlar, e cujo manejo eleva o custo de produção.

“A lagarta está causando danos bastante acentuados em algumas lavouras da região, que já tinham sido afetadas pela seca. Foi mais um fator a prejudicar a produção”, concluiu Pippus.


Estadão Conteúdo

Fonte: Famasul

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