Estimativa é que sejam comercializadas entre 600 e 800 toneladas

Pinha e pinhões. Divulgação Emater.

EMATER-ASCAR/DIVULGAÇÃO/JC

Desde o dia 15 de abril, a colheita e a comercialização do pinhão estão liberadas no Rio Grande do Sul. Mas, de acordo com a Emater/RS, assim como ocorreu nos últimos três anos, será de quebra de safra. A estimativa é de que sejam comercializadas, em todo o Estado, entre 600 e 800 toneladas da semente.

A engenheira florestal da Emater/RS Adelaide Ramos explica que o declínio na produção faz parte do ciclo natural da planta. “A cada quatro ou cinco anos, o pinheiro tem uma produção vasta, depois a produção vai diminuindo, pois a planta fica exaurida, ou seja, alterna boa produtividade com produções menos intensas”, destaca.

A safra do pinhão concentra-se no período que vai de abril a junho, porém, devido à maturação das pinhas se dar em épocas diferentes, é possível colher a semente até meados de setembro – de variedades mais tardias, como macaco e cajuva. No Rio Grande do Sul, muitas famílias dependem do pinhão como uma das fontes principais ou para complementação da renda, além de ser um produto tradicional e alimento característico da culinária gaúcha. Toda a colheita é feita manualmente e há poucas ações de beneficiamento, industrialização e conservação do produto, o que restringe em muito o período e o volume de comercialização.

“A venda é praticamente toda informal, feita diretamente pelos extrativistas em diferentes mercados locais: à beira da estrada, supermercados, restaurantes e de casa em casa, entre outros. No entanto, a maior parte da produção ainda é comercializada através de atravessadores”, enfatiza Adelaide. Os preços pagos ao produtor nesta safra variam de R$ 3,50 a R$ 5,00 o quilo. Na Ceasa Serra, o quilo é comercializado a R$ 5,50

Fonte : Jornal do Comércio

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