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    Para a produção, os efeitos do tempo chuva em excesso, temporais, granizo e geada têm cobrado um preço alto. Quanto mais se avança na contagem dos prejuízos, mais desolador é o quadro. Em documento entregue à presidente Dilma Rousseff, o governo estadual dimensionou os estragos registrados até agora.
    – Preocupa muito o atraso no plantio do soja e principalmente do arroz, por isso pedimos a flexibilização no zoneamento agroclimático – explica Ernani Polo, secretário da Agricultura.
    Também foi solicitada prioridade no pagamento de seguro rural. O número de pedidos de Proagro encaminhados à Emater chegava a 7,65 mil na sexta-feira.
    A maior parte vem das lavouras de trigo, com redução de 40% nos 365 mil hectares atingidos por chuva, granizo e geada. Soma-se a isso a perda de qualidade – em muitos casos, o PH é tão baixo que a produção sequer é classificada como trigo.
    – O que está pesando mesmo é a questão da qualidade. Tem produtor vendendo a saca a R$ 10 (na semana passada, o preço médio do trigo foi de R$ 32,17 – diz Lino Moura, diretor técnico da Emater.
    Outro grande volume de perdas ocorreu no tabaco. Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) mostram que 20,9 mil propriedades, somando associados e não associados, de um total de 74,79 mil, foram afetadas no RS.
    – Há ainda a queda de produtividade, que será no mínimo de 20%. Isso vai causar quebra maior do que o próprio granizo – pondera Benício Werner, presidente da Afubra.
    Há ainda os problemas no arroz, que terá de ser replantado em muitos locais. Com 26,48% da área total já cultivada, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), há preocupação com possível atraso no ciclo. No milho, os danos são de 10% na área impactada pela chuva e pelo granizo. Conforme o diretor técnico da Emater, a área do grão deve encolher mais do que o previsto no início do ciclo, ficando na casa dos 780 mil hectares.

  • PAVILHÃO DO APRENDIZADO

    Com o uso de manequins ou de modelos vivos, os alunos do curso de Medicina Veterinária da Uniritter têm agora um novo espaço para praticar o que aprendem na teoria.
    A universidade acaba de inaugurar o pavilhão de grandes animais. O local pode ser usado por até 50 estudantes simultaneamente.
    – É uma ferramenta a mais para o ensino. Conseguimos oportunizar as práticas controladas no local – explica Viviane Guyoti, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da UniRitter.
    Os animais utilizados nas aulas são de parcerias, como a firmada com o Jockey Club. Há, ainda, a possibilidade de o estudante levar o próprio animal.
    O pavilhão tem área de 260 metros quadros e conta com três baias e dois piquetes, podendo acomodar até sete equinos, 10 bovinos ou 30 pequenos ruminantes.
    Tudo, claro, dentro das práticas preconizadas para o bem-estar animal.

  • NO RADAR

    O GRANIZO também deixou marcas no gado. O fiscal estadual agropecuário de Putinga Matheus Goto Hirai verificou, no frigorífico onde realiza a inspeção, que uma carga com 25 animais do município vizinho de Unistalda, apresentava severas contusões causadas pela queda de granizo no campo. As carcaças tiveram de ser condenadas parcialmente a área com hematomas precisa ser retirada.

  • As novas aplicações em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) somaram R$ 2,8 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, valor 65% maior do que o captado em todo o ano de 2014.

  • MATE NO PONTO

    Depois de um período de oferta restrita, que elevou os preços da erva-mate a patamares estratosféricos em 2013 e 2014, 2015 tem sido um ano de estabilidade para o setor no Rio Grande do Sul. Tanto que os preços têm se acomodado na prateleira dos supermercados – e em alguns casos, até caído. O Sindicato da Indústria do Mate (Sindimate-RS) não prevê aumento para os próximos meses. O valor do quilo está entre R$ 9 e R$ 14.
    A combinação entre tempo favorável para a cultura e aumento de produtividade ampliaram a oferta em 30% na comparação com 2013, ano considerado atípico.
    – No momento, a preocupação é dar vazão a esse aumento de matéria-prima – pondera Gilberto Heck, presidente do Sindimate-RS.
    É para não ficar refém do sobe e desce da produção e consumo que o setor aposta suas fichas na recém-criada Câmara Setorial Nacional da Erva-Mate – o decreto foi publicado na última sexta-feira. O fórum reunirá os quatro Estados produtores (RS, SC, PR e MS) e tem a primeira reunião marcada para 10 de dezembro, em Brasília. Os temas a serem tratados estão na ponta da língua.
    – Não existe hoje uma política nacional, de preço mínimo, nem linhas de crédito específicas para o setor – explica Jorge Birck, assessor jurídico do Sindimate dos quatro Estados e assessor técnico da Câmara Nacional da Erva-Mate.
    Outro ponto importante é a busca por novos mercados. Atualmente, cerca de 30% da produção nacional é exportada – em 2014, 96,3% do nosso produto teve como destino o Uruguai.

  • VAI COMEÇARA DISPUTA

    A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) vai dar os primeiros passos para a eleição da entidade a partir desta semana. Em assembleia marcada para amanhã, será escolhida a comissão eleitoral, que ficará responsável por definir as etapas do processo.
    A votação para a escolha da nova diretoria está marcada para 14 de janeiro de 2016. O atual presidente, Carlos Joel da Silva, deve disputar o cargo. Na eleição anterior, ele era o vice, mas acabou assumindo quando o titular, Elton Weber, saiu para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
    Sobre a existência de chapas de oposição, Joel, desconversa:
    – A eleição na Fetag é sempre bem aberta, a disputa é vista como salutar.
    A entidade tem 352 sindicatos filiados e representa, 378,5 mil propriedades e, entre agricultores familiares e assalariados, 1,5 milhão de pessoas.

  • VENDAS À PROVA DE MUITA CHUVA

    Clientes tradicionais e novos passaram pelas pistas da 82ª Farm Show, realizada em Dom Pedrito, na Campanha. A chuva forte também foi uma das marcas. No sábado, o 2º Remate Entre Amigos, de equinos, faturou R$ 248,5 mil.
    Nos bovinos, o maior faturamento foi de Guatambu, Alvorada e Caty, no início do mês: R$ 2,63 milhões.
    No sábado, Fazenda da Barragem e Don Angélico negociaram mais de R$ 500 mil, com 53 animais. A média mais expressiva: touros angus de três anos, por R$ 15 mil.
    Wolf Genética e Pitangueira, fecharam em R$ 648,7 mil, com 56 touros das raças hereford e braford. Nas médias, o destaque foi dos touros braford, R$ 13 mil. A Santa Thereza negociou 80% da oferta, com média de R$ 8 mil. A Quiri vendeu 45 reprodutores angus, com R$ 465,15 mil e média geral de R$ 10,33 mil.

  • Fonte : Zero Hora

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