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    Terminado o prazo oficial a exceção são os produtores com até quatro módulos fiscais, que têm mais um ano , começará um novo desafio para o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Será a etapa de análise das informações prestadas pelo produtor. O Ministério do Meio Ambiente ainda não liberou o módulo que permitirá fazer essa leitura detalhada. A estimativa é de que isso ocorra nos próximos dias.
    A Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado (Sema) começará a análise ainda neste ano, mesmo com o CAR em aberto para cadastro dos agricultores familiares até maio do ano que vem. O Rio Grande do Sul fechou a etapa atual com 420,08 mil propriedades cadastradas – 87,51% do total – e 15,93 milhões de um total de 20,2 milhões de hectares.
    A partir do que entrou no sistema até o momento, já é possível traçar um mapa preliminar das condições nas propriedades do Estado. As Áreas de Preservação Permanente (APP), por exemplo, somam 939,65 mil hectares. A reserva legal, 1,58 milhão de hectares, e as de uso restrito, 85,35 mil hectares. – Somados, são cerca de 2,5 milhões de hectares, ou seja, pouco mais de 10% do total de área passível de cadastro – observa Gabriel Ritter, diretor do departamento de biodiversidade da Sema.
    Com relação às áreas consolidadas, o raio X mostra que o Estado tem 11,32 milhões de hectares.
    Desse total, a maior área é a por uso alternativo do solo no Bioma Pampa – ou seja, regiões em que houve a conversão em lavouras: são 5,61 milhões de hectares. As áreas consolidadas por atividades pastoris na mesma região somam 1,54 milhão de hectares. Sobre essa categoria, é possível que exista uma alteração de dados.
    É que há uma liminar em vigor que determina a observação de 20% de reserva legal no Pampa e que as áreas de atividades pastoris sejam consideradas como de vegetação nativa e não de atividade consolidada.
    Se no momento de análise dos dados essa determinação estiver em vigor, produtores precisarão fazer uma retificação dos dados.

  • O CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL APROVOU AS REGRAS DO PLANO SAFRA 2016/2017. A CONFIRMAÇÃO DAS CONDIÇÕES APRESENTADAS NO PACOTE DO GOVERNO FEDERAL ERA UM DOS TEMORES DE PRODUTORES E ENTIDADES DO SETOR.

  • R$ 614,19 milhões é o valor atualizado dos prejuízos nas lavouras de municípios da regional de Pelotas da Emater. O maior impacto financeiro com lavouras de soja foi registrado em Canguçu: foram R$ 106,92 milhões.

  • EM TODAS AS PISTAS

    Não é só a qualidade da carne que deverá atrair a atenção do público durante a Exposição Nacional de Hereford e Braford, de 16 a 21, em Alegrete. Com um cardápio variado, que vai de cursos de formação e remates a aulas para mulheres de como assar um bom churrasco, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) quer incentivar a participação no evento. O piloto Luciano Burti (ao lado) também participa, no dia 18, do 2ª Painel de Debates do Sicredi.
    – Queremos contribuir com ideias e inovações – afirma Fernando Lopa, CEO da ABHB.
    Com rebanho comercial estimado em 2,5 milhões de cabeças (entre hereford, braford e cruzamentos), as raças, sobretudo as sintéticas, têm atraído a atenção de criadores do Brasil central e do Norte. A expectativa é repetir nos negócios a cifra de 2015 da exposição, R$ 3,5 milhões. A programação completa está em abhb.com.br.

  • CANDIDATO A MINISTRO

    A possibilidade de o senador Blairo Maggi (PR-MT) ser o titular do Ministério da Agricultura agrada a entidades ligadas ao agronegócio. Sem confirmação oficial de que integraria a equipe em um eventual governo Michel Temer (PMDB), Maggi anunciou no sábado em sua conta no Twitter o convite feito pelo presidente do Partido Progressista (PP), senador Ciro Nogueira (PI). Conhecido como rei da soja, Maggi prepara o desembarque do PR e ingresso no PP para poder assumir o posto, que faz parte da cota dos progressistas.
    O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, diz que é cedo para avaliar a possibilidade de Maggi ir para a Agricultura em função da necessidade de troca de partido, mas considera o senador com credenciais para assumir o posto.
    – É positivo pelo fato de ser um produtor rural, e com uma relação próxima – diz Sperotto.
    Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), também considera positivo o fato de o senador ser ligado ao campo.
    – Apesar de o Sul ter uma política diferente da região em que ele atua, já que temos uma maior diversificação de produção, Maggi tem todas as condições para ser um bom ministro – afirma Pires.
    Natural de Torres, Blairo Borges Maggi construiu sua carreira no agronegócio e na política no Mato Grosso, onde foi governador. Ele recebeu em 2005 a “Motosserra de Ouro”, uma premiação irônica do Greenpeace, ONG ligada ao meio ambiente. Antes de comentar o acerto com o PP, o senador postou no Twitter que foi inocentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nas investigações da operação Ararath, deflagrada em 2010.

  • “O esporte dá um exemplo claro”

    ENTREVISTA | Luciano Burti – Piloto e comentarista

    Luciano Burti, 41 anos, é conhecido das pistas de automobilismo. Esteve no circuito de Fórmula 1 (2000 e 2001) e segue nas corridas de stock car, além de ser comentarista da Globo. Na próxima semana, vem ao Estado dividir suas experiências com produtores gaúchos, durante a Exposição Nacional da Hereford e Braford, em Alegrete. Por telefone, ele conversou com a coluna. Veja trechos da entrevista:
    Há semelhança no trabalho de um piloto e de um pecuarista?
    Qualquer esportista tem uma semelhança muito grande com a vida de qualquer pessoa. Dedicação, desafio, trabalho em equipe, criar novas oportunidades, competitividade, saber lidar com competição. Tudo isso que um piloto e outros esportistas vivem no dia a dia, pessoas de outras áreas também têm. A vantagem é que o esporte dá um exemplo muito claro, você enxerga melhor. Consigo contar coisas que aconteceram na minha vida, como referência.
    O que faz a diferença para se chegar a um resultado diferenciado?

    É a dedicação. Sei que muitos pilotos ou esportistas foram bem-sucedidos simplesmente pelo talento que têm. Não só o talento, mas o talento foi o maior destaque. No meu caso, nunca destaquei muito o meu talento. Obviamente, é preciso ter talento para fazer qualquer coisa bem, mas eu destaquei mais a minha dedicação. E isso vale para qualquer profissão, qualquer área que a gente faça na vida.

  • NO RADAR

    RECORDE
    No ano em que comemora 50 anos, a Fenasoja, que encerrou ontem em Santa Rosa, bateu recorde de público, total de 237,3 mil pessoas, e de negócios, com R$ 75 milhões.

    Fonte : Zero Hora

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