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    Medida provisória alongou por mais um ano – até 5 de maio de 2017, portanto – o período para adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) de propriedades com até quatro módulos fiscais. Agricultores familiares ganham fôlego extra para cumprir com a obrigação. Os demais poderão – e deverão – preencher os dados, mas encontrarão regras diferentes (veja abaixo). Seria injusto dizer que o governo federal não deu tempo suficiente para que produtores fizessem o CAR – foram dois anos Da mesma forma, seria impreciso afirmar que a tarefa de adesão era fácil. Pelo contrário. Além da complexidade da nova lei e da diversidade das propriedades no país, havia necessidade de regulamentações locais que, em muitos casos, trouxeram dúvidas e insegurança ao agricultor.
    Foi a situação vivida pelo Rio Grande do Sul, onde o Bioma Pampa foi um desafio à parte. Só na metade do ano passado saiu um decreto com regras específicas para a região. E seu conteúdo foi contestado pelo Ministério Público Estadual, garantindo liminar ainda em vigor.
    Para Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), a prorrogação, embora parcial, porque se restringe a quem tem até quatro módulos fiscais, “é boa”:
    – Estavam em jogo todas as conquistas do novo código.
    A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) também comemorou a decisão. Assessor da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Eduardo Condorelli, entende que o governo errou ao conceder uma prorrogação parcial:
    – O tema meio ambiente não distingue o produtor pelo seu tamanho.

  • AINDA EM CÂMERA LENTA

    As vendas de máquinas agrícolas no mercado brasileiro ainda não engrenaram. Balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostra a continuidade da queda nos negócios quando a base de comparação é 2015. O recuo foi de 40,8% nos quatro primeiros meses e de 32,2% na relação de abril deste ano com o do ano passado.
    O indicador positivo só aparece quando se olha para março: os 2.887 equipamentos comercializados em abril representam alta de 4,9% ante o mês anterior.
    Esse foi o primeiro resultado apresentado pelo novo presidente da Anfavea, Antonio Megale. O dirigente promete para um próximo balanço novas projeções de produção e vendas do setor para o ano.
    – Precisamos esperar a estabilização do que vai ocorrer nas próximas semanas e ver primeiro as formulações da política macroeconômica – afirmou.

  • TIRA-DÚVIDAS

    A secretária-adjunta do Meio Ambiente, Maria Patricia Möllman, esclarece pontos sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
    Como fica a situação para quem tem mais de quatro módulos fiscais?
    O sistema será temporariamente retirado do ar pelo Ministério do Meio Ambiente. Como o prazo legal terminou, quem tem mais de quatro módulos fiscais não poderá contar com os dispositivos transitórios do cadastro. É o caso da escadinha (escala de percentuais de recuperação conforme o tamanho das propriedades) e da reserva legal.
    Quando começa a análise? É nessa etapa que a liminar do Bioma Pampa influencia?
    Pretendemos começar a análise ainda em 2016. A liminar tem efeito sobre essa etapa, porque determina que se observe 20% da reserva legal no Bioma Pampa.

  • SALDO POSITIVO DO AGRONEGÓCIO

    O Rio Grande do Sul encerrou o primeiro trimestre deste ano com saldo positivo no balanço de vagas no agronegócio. Conforme a Fundação de Economia e Estatística (FEE), foram 21,07 mil empregos com carteira assinada no segmento – resultado da diferença entre as 64,23 mil admissões e as 43,16 mil demissões.
    Isso coloca o Estado no primeiro lugar do ranking nacional de criação de postos de trabalho no segmento e reflete a sazonalidade da safra de verão.
    – Nesse período, ocorre a maior mobilização de mão de obra para a safra, para o recebimento e processamento da matéria-prima agrícola – afirma Rodrigo Feix, economista da FEE.

  • NO RADAR

    NO RIO GRANDE DO SUL, até as 18h de ontem, 411,34 mil propriedades haviam sido cadastradas, 85,69% do total. Nesse universo, 95% tinha até quatro módulos fiscais. A área somava 16,67 milhões de hectares de um total de 20,2 milhões de hectares. Balanço nacional será apresentado hoje pelo Ministério do Meio Ambiente.

  • A UNIÃO DO MINISTÉRIO DA PESCA COM O DA AGRICULTURA GEROU ECONOMIA DE R$ 287,3 MILHÕES, E 300 MIL REGISTROS IRREGULARES DE PESCADORES QUE FAZIAM USO DO SEGURO DEFESO FORAM SUSPENSOS. KÁTIA ABREU AFIRMOU QUE “NÃ ÉPORQUE ÉPÚLICO QUE PODE SER DE QUALQUER JEITO”.

  • O chamado segmento depois da porteira (que se refere à agroindústria) foi o que mais contribuiu para o saldo positivo de empregos do agronegócio no primeiro trimestre, com 15.118 novos postos criados entre janeiro e março.

  • Fonte : Zero Hora

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