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    Entre as tantas expectativas depositadas no anúncio do Plano Safra da agricultura familiar que será feito hoje em Brasília, uma não tem relação com o pacote propriamente dito.
    É que há uma esperança de que a presidente Dilma Rousseff possa aproveitar o ato para apresentar medida provisória ou qualquer outro mecanismo legal para prorrogar o prazo para o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O encerramento está previsto para esta quinta-feira, dia 5.
    Formalmente, o pedido foi feito na reunião de Dilma com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) na última quinta-feira.
    O presidente da entidade. Alberto Broch, saiu de lá convencido de que o anúncio virá.
    – Não vou me surpreender nem um pouco, agora que a Dilma ficou boazinha, se ela anunciar a ampliação do prazo. Até porque, não prorrogar não faz sentido – diz o deputado Heitor Schuch (PP), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar.
    Da base aliada do governo, o deputado Bohn Gass (PT) tem outro entendimento. Para ele, o governo já deu o sinal positivo à prorrogação ao negociar acordo para aprovação de emenda em medida provisória na Câmara. Como era do tipo jabuti, ou seja, foi enxertada em meio a texto que tratava de outro assunto, acabou barrada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB).
    – É só o Cunha rever isso – pondera Bohn Gass.
    Sem a certeza da ampliação do prazo, o produtor do Rio Grande do Sul começou a apertar o passo. A secretária estadual do Meio Ambiente, Ana Pellini, conta que ontem, ao final do dia, o Rio Grande do Sul chegou a mais de 70% de adesão – em propriedades cadastradas (veja gráfico abaixo):
    – Fiquei impactada com os números, é uma grande conquista.
    Ela estima que o Estado possa chegar na quinta-feira com 90% do total de propriedades cadastradas. De qualquer forma, um pedido formal por mais prazo foi entregue no Ministério do Meio Ambiente na semana passada. Para o produtor não ficar contando com o que poderá não acontecer, a melhor recomendação continua sendo para que o cadastro seja preenchido no tempo regulamentar previsto.

  • NO RADAR

    AS DUAS SUBCOMISSÕES da Assembleia criadas para avaliar mudanças no Código Florestal do Estado irão montar grupos de trabalho em que técnicos e pesquisadores serão ouvidos. Ao mesmo tempo, novas audiências públicas serão realizadas dias 16, 23 e 30. Ontem, na primeira, foram ouvidos diferentes pontos de vista sobre o tema.

  • 1,46 MILHÃO

    de toneladas foi o volume de frango embarcado pelo Brasil nos primeiros quatro meses do ano – alta de 15,4%. Em receita, foram US$ 2,11 bilhões, retração de 2,17%. Em reais, o faturamento teve alta de 27,1%.

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    PACOTE FAMILIAR
    É grande a expectativa para o anúncio de hoje do Plano Safra familiar. Movimentos sociais, entidades representativas dos pequenos produtores e o núcleo agrário do PT aguardam uma redução de juro para agricultores familiares que cultivam produtos da cesta básica.
    O montante a ser liberado deve ser de R$ 30 bilhões. Segundo Alberto Broch, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), os técnicos do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) estavam, até ontem, fechando os números para a proposta.
    – Se vocês tiverem algum indicativo, nos avisem – brincou o presidente da Contag.
    Do total liberado, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Brasil (Fetraf) propõe que 30% sejam destinados à assistência técnica. Sobre a redução de juro, a coordenadora no Rio Grande do Sul da Fetraf-Sul, Cleonice Back, avalia:
    – Não acreditamos em redução geral, mas nas linhas para produzir alimentos.
    O MDA divulgou ontem em seu site que o plano trará medidas diferenciadas para alimentos da cesta básica.

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    PORTO RICO ABRIU AS PORTAS PARA A CARNE SUÍNA PRODUZIDA NO BRASIL. A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PROTEÍNA ANIMAL AVALIA QUE O STATUS SANITÁRIO E A CONDIÇÃO ATUAL NO MERCADO GLOBAL PERMITIRÃO TRABALHAR DE FORMA COMPETITIVA NO PAÍS.

  • 300 DEMISSÕES EM FRIGORÍFICO NO NORTE

    A Companhia Minuano de Alimentos demitiu 300 funcionários da área de produção do frigorífico de aves em Passo Fundo na manhã de ontem. Outros 20 trabalhadores dos setores de manutenção, recursos humanos e limpeza tiveram os cargos mantidos.
    Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do município, Miguel Luís dos Santos, a Minuano alegou que um contrato com a JBS expirou e, como não houve renovação, não tinha mais condições de manter os funcionários.
    A empresa confirmou as demissões, mas não divulgou as razões para os desligamentos. Um comunicado com as justificativas deve ser emitido hoje.
    – Temos reunião com o Ministério Público para tentar reverter as demissões. Sequer fomos avisados com antecedência pela empresa. Além disso, há muitas pessoas que estavam em licença-saúde e tinham estabilidade, que não poderiam ser desligadas da empresa – afirma Santos.
    O sindicato busca liminar para readmitir os 300 funcionários.

  • Fonte : Zero Hora

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