A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS), em audiência no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ontem, juntamente com representantes de associações estaduais do setor, entregou à ministra Kátia Abreu denúncia com aproximadamente 50 nomes de produtores de sementes piratas de soja de todo o país. A ministra quis saber mais sobre o problema de produção, comércio e uso ilegal de sementes de soja e garantiu que irá encaminhar a lista à Secretaria de Defesa Agropecuária e que as denúncias serão apuradas nas superintendências estaduais.

Kátia Abreu também ficou surpreendida ao saber dos números, os quais estimam que aproximadamente 30% das sementes de soja plantadas no país sejam ilegais, algo em torno de 9 milhões de sacas de 40 quilos.

O presidente da ABRASS, Marco Alexandre Bronson e Sousa, explicitou à ministra os prejuízos que a pirataria de soja traz não apenas à produção certificada, mas ao agronegócio brasileiro. “Os riscos e prejuízos da pirataria são muitos, para a segurança alimentar do país, para a agricultura, para a economia. Não há garantia de qualidade e nem de procedência. Só para o setor da pesquisa, por exemplo, a pirataria causa um prejuízo perto de R$ 200 milhões. A sonegação fiscal é outro grande problema que podemos apontar”, ressalta o presidente da ABRASS.

As associações presentes também solicitaram à ministra fiscalização mais eficiente e penas mais rígidas para a prática ilegal. Kátia afirmou que vai encaminhar para todos os estados, através do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), convênio com o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), a exemplo de Mato Grosso, onde o convênio foi assinado ontem. Com a ação, os estados passam a ter o poder de fiscalizar o uso de sementes.


Diário de Cuiabá

Fonte:  Famasul

Compartilhe!