A reforma agrária na Amazônia Legal ganhou novo fôlego. Nesta terça-feira (10), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias e outras autoridades assinaram o documento que destina quase três mil hectares para o desenvolvimento de ações de reforma agrária e regularização fundiária do Programa Terra Legal. Também serão destinados 1,3 milhão de hectares para a conservação do meio ambiente.

Durante o ato realizado em Brasília, foi anunciada ainda, a destinação de cerca de 5,5 milhões de hectares de terras da União que serão transferidas ao estado de Roraima. As ações fazem parte do 6º Ato da Câmara de Destinação de Terras Públicas Federais na Amazônia Legal.

De acordo com o ministro Patrus, as terras que serão entregues é uma grande conquista. “Essas terras agora se tornam regularizadas e serão destinadas à reforma agrária, ao desenvolvimento da agricultura familiar, que é muito importante para o Brasil”, disse ao lembrar que é a agricultura familiar a responsável pela produção de alimentos saudáveis que garantem a segurança nutricional do povo brasileiro.

Ele destacou também a questão ambiental. “Boa parte dessas terras serão preservadas e com isso promovemos o grande encontro do desenvolvimento econômico e social que o país precisa, mas também o desenvolvimento ambiental, no sentido de preservarmos os recursos naturais”.

Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que representou a ministra Izabella Teixeira, o “ato reforça o compromisso do MDA em promover a reforma agrária e a agricultura familiar com respeito ao meio ambiente”.

Distribuição

Dos 1,3 milhão de hectares destinados ao Ministério do Meio Ambiente para conservação ambiental, 1.096.197 hectares estão no estado do Amazonas e os outros 249.859 em Roraima.

Já os quase três milhões de hectares, que foram liberados para ações de reforma agrária e regularização fundiária do Programa Terra Legal, serão distribuídos da seguinte forma:

– 431.271 hectares estão localizados no estado do Amazonas

– 1.144.000 hectares estão localizados no estado do Acre

– 602.715 hectares estão localizados no estado de Rondônia

– 1.849.836 hectares estão localizados no estado de Roraima

Assinaram o termo de acordo de liberação das terras o ministro Patrus Ananias, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, e a governadora de Roraima, Maria Suely Silva Campos.

Na avaliação da governadora, o dia de hoje vai marcar a história de Roraima “e a presidenta Dilma e o ministro Patrus vão entrar para história pelo empenho com a questão fundiária”.

Reconhecimento

O ministro aproveitou sua fala para agradecer a toda equipe do MDA, que segundo ele trabalha duro para que as políticas sociais desenvolvidas pelo Ministério cheguem e mudem a vida dos agricultores familiares. “A forma como essas pessoas reafirmam os nossos compromissos é algo de tocar o coração”, disse o ministro ao realçar que o trabalho das equipes é prova que dentro do serviço público tem muita gente comprometida.

“Essas pessoas que falam que a política é o espaço da corrupção e do banditismo, deveriam vir aqui no MDA e ver o trabalho que estamos fazendo e sentir o compromisso que essa equipe tem com o bem comum, com as políticas públicas e com a construção de um pais melhor e mais justo”, destacou.

Patrus Ananias falou também sobre o momento político que o Brasil vive. “O que eu acho mais grave é que muitas das nossas conquistas, se confirmar o golpe, estarão seriamente ameaçadas”, lamentou o ministro.

“Eu queria concluir fazendo um pedido a todas as pessoas que tem compromisso com um estado democrático de direito e que querem que o país continue avançando na justiça social”, disse. “É um tempo de travessia, e dias difíceis virão. É fundamental que estejamos próximos, lutando pelas conquistas que tivemos”, reafirmou. “O primeiro passo, na minha compreensão, é a gente cuidar de todas as pessoas, e de maneira muito especial dos mais pobres. Que a gente possa traduzir na prática o verso que cantamos do hino brasileiro: “Dos filhos deste solo és mãe gentil””, salientou ao afirmar que o país não deve se abater com golpes e retrocessos.

Ao final, Patrus citou uma frase que sempre ouvia do seu pai: “Vamos trabalhar como se fôssemos eternos, e vamos viver como se fôssemos morrer no próximo momento”, concluiu ao fazer um apelo para que continuemos lutando pelo país que queremos e merecemos.

Adolfo Brito

Ascom/MDA

Fonte : MDA

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