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Ao primeiro olhar, o sentimento dos produtores frente às lavouras de milho danificadas pela geada do fim de semana é de perda total. Com 32% da área prevista já semeada, conforme a Emater, a cultura teve o ciclo antecipado pelas altas temperaturas registradas em agosto. São justamente essas plantas, em ciclos mais avançados, que sofreram os maiores danos com o orvalho congelado.

– Ainda é cedo para avaliar qualquer estrago. É preciso esperar pelo menos uma semana para ver se as plantas irão reagir – explica Claudio de Jesus, presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS).

A geada queima e seca as plantas, deixando-as com uma cor mais escura. Antes do fim de semana, as lavouras estavam em boas condições de desenvolvimento na região das Missões (antes e depois acima).

– Agora, a única coisa a fazer é acompanhar as lavouras antes de tomar qualquer decisão – completa.

Caso não haja reação, a alternativa será o replantio da cultura ou a migração para a soja. O temor é de que a área de milho encolha ainda mais no Estado. A área destinada ao cereal na safra atual é a menor da história, inferior a 800 mil hectares.

 

Postado por Joana Colussi.

Fonte : Supersafra Zero Hora

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