Enquanto uma cultura apresentar resultados econômicos positivos, sempre haverá estímulo à sua produção, garante Marcos da Rosa, novo presidente da Aprosoja Brasil (Associação dos Produtores de Soja), referindo-se à safra de soja 2015/15 que enfrentou problemas climáticos, mas obteve resultado econômico favorável. Porém, ressalta, “outros fatores influenciam o aumento na semeadura da cultura, sobretudo, com relação à demanda”.

Marcos explica que no acumulado da última década o crescimento da produção e do consumo ocorreram simultaneamente, ambos com aumento de 45% de 2006 até 2016. “No entanto, nas últimas safras vemos os estoques finais de soja crescendo ano a ano em virtude e incrementos produtivos superior à sua demanda, o que vem pressionando já as cotações no mercado internacional”, esclarece.

Segundo o dirigente da Aprosoja, “assim, novos aumentos no cultivo da soja, não só no Brasil como em outros grandes países produtores, estará diretamente ligado à oferta e à demanda”. “Caso a demanda reduza o ritmo de aumento em relação à oferta pode trazer impacto sobre a produção de soja brasileira.”

Ele chama a atenção para a questão do dólar, ponto que considera importante que vem dando fôlego ao crescimento produtivo, “mas que deve ser olhado com muita cautela, pois pode trazer prejuízos econômicos à cultura”.

Em uma avaliação geral, em sua opinião, a conclusão que se chega é que haverá estímulo. Mas alerta para a situação dos bolsões na região Centro-Oeste e para 80% dos municípios produtores de soja da região do Mapito (Maranhão, Tocantins e Piauí), que colheram menos da metade da produtividade prevista.

Segundo Marcos, “a situação é dramática”. “Nestes municípios, se o poder público não adotar uma política de apoio aos produtores, é muito provável que teremos redução de área na próxima safra. A Aprosoja Brasil já estima uma redução potencial de mais de 50% de produção no Mapito e impacto financeiro proporcional de R$ 3,4 bilhões.”


SNA – Sociedade Nacional de Agricultura

Fonte: Famasul

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